Vlog: Andando de jetski pela primeira vez

Quando eu disse no post passado que o meu marido tinha me feito uma enorme surpresa no dia do meu aniversário, o que eu queria dizer é que ele me levou para andar de jetski! Sempre quis fazer isso, mas quando eu era mais nova e muito menos medrosa. Hahahaha. Também foi muito legal ver de pertinho o maior veleiro do mundo, lembram que ele já tinha “aparecido” por aqui quando fomos para Menton?

Quer dar uma volta pela Riviera Francesa pelo mar? Então é só dar play!

Ufa! Kkkk. Foi incrível. Acho que dá para perceber que eu fiquei meio “passada”. Hahaha. Pelas indiretas do meu marido no dia anterior, eu achava que ele ia me dar um dia de spa ou algo do tipo #SQN. Acabou sendo um presente para os dois, pois ele, que faz niver daqui a pouco, também aproveitou muito!

Para quem vai passar pela região da Côte d’Azur e ficou com vontade de ter esta experiência, fizemos o passeio com a Antibes Jet Spot. Os preços variam de 60€ (20 minutos) a 270€ (7 horas).

Gostaram? Então não deixem de comentar, dar um like no vídeo e seguir o canal do blog no Youtube!

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Uma tarde em Menton

Menton é a última cidade ao longo da costa francesa antes da fronteira com a Itália. Com temperaturas em média 3ºC mais quente que o restante do país, a charmosa “Terra das frutas cítricas” beneficia de um microclima que beneficia este tipo de cultivo. Portanto, espere encontrar vários produtos nas lojinhas locais relacionados com o limão. É tão tradicional que há mais de 80 anos é realizada, em Fevereiro, a “Festa do Limão”. Pense em um carnaval com esculturas feitas de… limão! E laranja.

Em uma das paradas para admirar a vista: o maior veleiro do mundo! Ele custa 425 milhões de euros e tem 100 metros de altura.
Os Jardins Biovès, onde é realizada a “Festa do Limão”.

Deixando para trás o glamour ostensivo da Côte d’Azur e de cidades como Cannes e Mônaco (aliás, vale fazer paradas no caminho porque a paisagem é linda), Menton surpreende pela calmaria. Até então nunca tinha estado na Itália (mais sobre isso adiante), mas as ladeiras com casinhas umas grudadas nas outras e ruelas estreitas era o que eu imaginava de um lugar tão próximo. Esta é a estética típica dos arredores do cemitério e da Basílica de Saint-Michel, no topo de Menton. Se você ainda tiver força nas pernas depois de subir o morro (nós fomos de carro kkk), vale a pena explorar.

A Basílica de Saint-Michel (à esquerda) e a Capela des Pénitents-Blancs.
Reparem no tamanico desta porta!
Vale a foto porque é raro: chuva em Menton!

Menton tem 316 dias de sol por ano. Depois de visitarmos a parte alta da cidade, começou a chover. Pois é. Estávamos prontos para pegar a estrada de volta, porque não tem muito o que fazer em ambientes fechados por lá, quando o sol resolveu dar as caras novamente. Estacionamos e fomos tomar sorvete e depois andar pelo litoral, admirando os diferentes tons de azul do mar e a arquitetura do museu Jean Cocteau.

Uma das lojinhas típicas do centro de Menton.

Outra coisa que dá para fazer andando, mas que é mais fácil de carro: cruzar a fronteira com a Itália! Foi a primeira vez que fiz isso sem ser em um aeroporto e sem ter que passar pela imigração. Foi uma sensação muito engraçada e um pouco assustadora, porque de repente não sabíamos para onde ir e não tínhamos mais internet no celular! Vou ser honesta, rolou uma pequena crise de pânico. É em situações como esta que percebemos como ficamos dependentes da tecnologia. Graças ao GPS do carro continuamos dirigindo por mais uns 20 minutos até Ventimiglia, que era a única cidade que “conhecíamos”. Aspas enormes aqui porque apenas ouvimos falar nesta cidade e isso graças ao trem que passa perto de casa e faz a última parada lá. Hahaha.

Dica: Se der vontade de tomar um sorvete de limão, pergunte antes se ele é feito com a fruta da cidade (se tiver esta exigência). O meu não era, mas estava gostoso.

Aos trancos e barrancos encontramos um restaurante para tomar alguma coisa e resolvemos ficar para jantar – que chique, dar um pulinho alí na Itália para comer gnocchi e voltar para casa! Kkkk. O curioso foi observar que mesmo estando separados por apenas alguns quilômetros, os dois lugares não têm nada a ver um com o outro – nem as pessoas. Eu esperava um mix das duas culturas, sabe? Mas não. Andando na rua e no restaurante já ficou bem claro que não estávamos mais na França. No restaurante fomos bem recebidos e a atendente se desdobrou em atenções conosco, traduzindo todo o menu em inglês. A mesa ao lado começou a puxar assunto e conversamos por um bom tempo. Quem já passou pela França sabe que isso não acontece. Cruzar a fronteira foi uma ótima experiência e só me deu mais vontade de conhecer a Itália. Também me deu uma nova tarefa: aprender Italiano!

Gostaram das fotos? Me conte aqui nos comentários se você já teve esta experiência de mudar de país “de uma hora para a outra” e com foi!

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Parque da Colina do Castelo e o melhor pôr do sol de Nice

Não sou de dizer o que os outros devem ou não fazer em uma viagem, afinal cada um tem as próprias preferências, mas o Parque da Colina do Castelo em Nice é um lugar que eu recomendo fortemente que você visite quando estiver na região. O ideal é fazê-lo perto do horário do pôr do sol, assim você pode assistir a esta maravilha da natureza do ponto de observação mais alto da cidade, vendo a luz deixando ao mesmo tempo o centro antigo e escurecendo o Mar Mediterrâneo. Dizem que é um dos panoramas mais lindos do mundo.

O local abre às 8h e fecha após o entardecer. A entrada é gratuita e o acesso ao elevador também (procure pela placa “ascenseur”). Li que a parede atrás do banco que fica perto do elevador esconde um acesso secreto para a rede de túneis da 2ª Guerra Mundial! Para quem preferir, também é possível subir degrau por degrau e ir parando nos diferentes níveis para explorar a natureza.

A vista da colina para quem está na avenida Quai des États-Unis e prestes a começar a subir. Repare na foto onde fica o elevador (ascenseur), à esquerda.

Se conseguir, vale chegar um pouco antes do pôr do sol para aproveitar. Apesar de ser chamado de Colina do Castelo, não tem castelo nenhum por lá. O prédio foi destruído pelos soldados do rei Louis XIV em 1706. Nesta época, Nice não pertencia à França, mas sim ao Ducado de Saboia. Até hoje o local é um sítio arqueológico a céu aberto, inclusive com áreas restritas pois buscas ainda estão em andamento, e é possível observar algumas ruínas da época. Pessoalmente, eu acho que é aqui que a Fera da história “A Bela e A Fera” morava.

Ruínas do castelo.
Mosaicos decorativos em uma das escadarias.
O chão da mesma escadaria da foto acima. Vai falar que não saiu do filme “A Bela e A Fera”?
“Buscas arqueológicas. Entrada proibida”. Lá estão as ruínas de uma capela.

O Parque da Colina do Castelo de Nice é um dos lugares mais pacíficos que já visitei. É muita natureza, nada de barulho de carro, apenas pássaros – isso quando os seres humanos colaboram, claro. Este passeio, como vários outros, foi improvisado e não tivemos tempo para explorar todos os 19,3 hectares antes de nos posicionarmos para ver o pôr do sol. Pesquisei e descobri que na parte de trás da propriedade estão dois cemitérios, então acho que não perdi nada. Hahaha.

Neste “nível” da colina também há um playground para crianças.

Dicas extras: Uma vez por ano, entre os meses de Junho e Julho é realizada a Festa do Castelo. Durante duas noites, bandas tocam a céu aberto no parque. Além de ter uma vibe diferente, também é a única oportunidade de visitar o local durante a noite.

O centro antigo de Nice, no pé da colina, bomba durante a noite com bares e restaurantes, não apenas ao longo do Quai Des États-Unis (que é o “começo” – ou o fim, dependendo da perspectiva – da famosa Promenade des Anglais), mas também nas ruazinhas internas. Vale a pena explorar e procurar um bar para tomar apenas o “apéro” (uma bebida antes da refeição) ou um restaurante para jantar mesmo.

Levanta a mão aí quem adora pôr do sol! Me conte nos comentários se acha justo, pelas fotos, considerar a vista do Parque da Colina do Castelo como um dos panoramas mais bonitos do mundo!

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Vlog: Tapete vermelho da abertura do Festival de Cannes 2017

Sabe todo aquele glamour da Riviera Francesa e do Festival de Cannes? Então, você não vai encontrá-lo aqui. Hahahaha. Mas se quiser saber como é o festival de cinema mais famoso do mundo para “meros mortais”, assista o vídeo abaixo! A abertura da 70ª edição foi realizada ontem (17 de maio) e nós fomos até lá tentar ver alguma coisa. Além disso, conheça um pouquinho de Cannes, ouça a história do ator Robert De Niro pelas ruas da cidade e veja o que eu trouxe (por enquanto) de souvenir do evento. É só dar play!

Mostrei tudo o que eu vi no vídeo, mas se ficou alguma curiosidade ou dúvida sobre o Festival de Cannes, deixe aqui nos comentários!

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Feria de Nîmes: como são as touradas no sul da França

Nîmes, no sul da França, já apareceu aqui no blog com dicas de monumentos históricos para visitar e também como destino do meu casamento. Mas tem outro aspecto da cidade que também me marcou muito, desta vez de forma negativa. Próxima da Espanha, a região acabou absorvendo aspectos da cultura vizinha, entre elas as touradas (chamadas aqui de “corrida”). Aliás, a atividade é praticada em outras cidades, como Arles. A temporada começa na Páscoa e termina em setembro. 

As “corridas” fazem parte da “Feria”, uma grande celebração popular com desfile de carros alegóricos, bares instalados nas calçadas, lenços vermelhos amarrados no pescoço e muita, muita sangria. A “Feria” de Pentecostes de Nîmes, que este ano será realizada de 1º a 5 de junho, é a mais celebre da região. Quase 1 milhão de pessoas enchem as ruas da cidade durante esta época. Estive lá em 2015 e não voltarei mais. Pelo menos não para ver uma tourada.

Logo que chegamos, arena vazia. Uma fanfarra toca e fica dando voltas no espaço.

Por que eu fui?

É o que eu ficava me perguntando durante as horas em que estive naquele lugar. Passei uma semana dizendo que não iria e ninguém insistiu. Mas quando estava na fila, acompanhando o meu marido (noivo na época), fiquei com medo de me arrepender. Não pensei em ver o sofrimento do animal e nem em me divertir com isso, mas pensei no conhecimento que eu não tinha. Sempre disse que era contra a corrida, mas eu não sabia o que era. Não que precisasse ver para saber e ser contra. Entendem o que eu quero dizer? Quando era pequena, me lembro que o meu pai tinha um pôster de um toureiro que tinha o nosso sobrenome (minha família veio da Espanha). Então pensei na cultura dos meus ancestrais e como isso fazia parte de mim, de forma longínqua, porém direta.

Arena lotada! O duelo vai começar. Uma pessoa mostra uma placa com as informações do touro, como peso e origem.

Touro vs. homem

Vou compartilhar aqui um pouco do que eu vi e do que me foi explicado. A disputa entre touro e homem é dividida em três partes, marcadas por músicas específicas. Uma fanfarra toca ao vivo na arena.

Na primeira parte, os toureiros utilizam a capa (chamada capote) para avaliar a “bravura” do touro. O objetivo é controlá-lo e colocá-lo no centro da arena. Depois, se a corrida for mista, ou seja, com a participação de cavalos, entram os picadores (cavaleiros). Os animais são protegidos por uma forte armadura e têm os olhos vendados para não ver o touro. Esses homens devem cravar uma lança no dorso do touro, atingindo assim um nervo específico. Este machucado enfraquece o animal e mantém a sua cabeça abaixada para “facilitar” as próximas etapas. Na segunda parte, o bandarilheiro (“assistentes” do toureiro) crava outras lanças coloridas no touro – sempre no mesmo local. Elas ficam lá para pinçar os músculos e estimular o animal.

A equipe do matador (toureiro “estrela”) testa os capotes (as capas) antes da entrada do animal.

A terceira parte é a morte do touro. O matador (toureiro principal), que durante todo este tempo apenas assistia ao trabalho da equipe, entra em cena com um capote e uma espada falsa. É neste momento que vemos os movimentos característicos da tourada. Quando o animal está dominado, a espada falsa é trocada por uma verdadeira e o matador tenta atingir diretamente o coração do touro. Quanto mais rápida é a morte do animal, mais bem sucedido é considerado o desempenho do homem.

Um júri avalia o tempo, a dominação do animal e a resposta do público. Lenços brancos são agitados ao ar quando as pessoas ficam satisfeitas com o que viram. Como recompensa o matador pode receber (da menos para a mais importante): uma orelha, as duas orelhas, ou as duas orelhas e o rabo do touro que acabou de ser morto. As partes são cortadas e entregues ao homem na hora. Ele pode também sair sem nada, se acharem que ele não fez o trabalho de forma correta.

O touro entrando na arena pela primeira vez.

Dois cavalos entram para arrastar o corpo do animal e uma equipe retira a areia ensanguentada em baldes. O touro é levado diretamente para o açougue e a carne será vendida – à preço de ouro se ele tiver sido briguento e dado trabalho ao matador. Uma vez isso feito, entra o próximo touro e começa tudo de novo. Seis vezes. Seis touros mortos desta maneira diante de um público de milhares de pessoas. Isso apenas naquele dia. E a Feria dura quanto tempo, mesmo?

É importante dizer que em alguns lugares onde há a corrida não é permitido a morte do animal na arena. De acordo com a minha pesquisa, em Portugal, por exemplo, ele é morto em um abatedouro depois. E o estilo de duelo muda também segundo a tradição. Contei aqui para vocês o que eu vi e o que me explicaram sobre como isso é feito no sul da França.

O cavalo “cego”, todo protegido por uma armadura para evitar machucados provocados pelos chifres do touro. (Esta foto foi tirada pelo meu marido. Já estava horrorizada e havia parado há tempos).

Por que eles fazem isso?

Conversei com pessoas que adoram corridas e ouvi os argumentos delas:

Tradição: “Faz parte da nossa cultura e precisamos manter a tradição. Antes era homem com homem. Agora evoluímos, é homem com touro. E é uma arte ver um homem ‘dançar’ com um animal que é muito mais forte do que ele”.

Preservação da raça: “Os touros utilizados na corrida são de uma raça específica e eles são criados para isso. Se não existissem corridas, a raça desapareceria”.

Vida de rei: “Durante cinco anos o touro vive em um espaço aberto enorme, com comida à vontade – ele vive como um rei. A primeira vez que ele tem contato com o ser humano é quando eles o transportam para a arena. Sim, ele provavelmente vai morrer, mas pelo menos teve uma boa vida antes, melhor do que a daqueles que crescem num abatedouro”.

O touro pelo menos tem uma chance: “O touro tem uma chance de sobreviver. Uma bem pequena e rara, mas se ele for bom o suficiente, ele pode ganhar. E os poucos que vencem o duelo voltam a viver como reis. Aqueles que são criados para o matadouro não têm nenhuma chance de sobreviver”.

Me arrependi de ter ido?

Jamais quero ver isso novamente, não recomendo e sou ainda mais contra. Então se a definição de arrependimento for “fazer algo diferente caso pudesse alterar o passado”, então sim, eu me arrependo. Vibrei quando o touro tomou a capa do toureiro. Este foi o único momento em que bati palmas – e eu estava sozinha. Fiquei chocada quando o touro mais pesado do dia derrubou um cavalo – não pela lateral mas pela frente, os chifres empurrando o peito. Aquele cavalo que não sabe o que está acontecendo e não pode se defender porque está vendado. Ele não conseguiu se levantar por causa da armadura e foram necessários quatro homens para colocá-lo em pé. Touradas são desprezíveis. Eu chorei. Ver o sangue escorrendo daquele animal forte (naquele dia eles pesavam de 490 à 520 kg) e as pessoas vibrando com o seu sofrimento foi um horror.

Mas no fim das contas, eu não mudei o destino daqueles animais. Eu estando lá ou não, eles iriam morrer. O que ficou dessa experiência foi uma consciência que é inútil diante da impotência. É por isso que eu questiono se todo mundo falar que é errado e que é contra  – o Festival de Yulin na China, ou a tourada na França, na Espanha, em Portugal etc. – ajuda em alguma coisa. Enquanto os nativos acreditarem na tradição, as pressões exteriores têm poder limitado. É lá de dentro que precisa vir a indignação e a ação para acabar com essas atrocidades.

“Não imaginava que se pusesse

Se divertir tanto em torno de um túmulo

Será que esse é um mundo sério?”

Francis Cabrel – La Corrida

E vocês, o que acham das corridas? Crueldade ou patrimônio cultural?

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A praia mais linda que já vi na vida

Lembram que no post sobre a caminhada em Saint-Jean Cap Ferrat eu contei que demos a volta na península inteira, mas tinha faltado uma “extensão”, tipo a península da península? Hahaha. Pois bem, no último fim de semana tive a oportunidade de voltar para aquelas bandas para concluir o percurso. E fiquei pasma. Estive na praia mais linda que já vi na minha vida até hoje, a Paloma Beach. Não vou nem me preocupar em tentar encontrar palavras para descrever a paisagem, é só observar a imagem de capa deste post (tem mais fotos para baixo).

Promenade des Fossettes 

Mas vamos começar esta nova caminhada do começo, pela Promenade des Fossettes (é uma rua, pode colocar no GPS). Do porto de Saint Jean Cap-Ferrat até lá é rapidinho e toda a trilha é pavimentada. O caminho porém é bem irregular em certos pontos, então vá com sapatos rasteiros. Digo isso porque sim, vi gente andando de salto – e ainda uma senhora.

Tá vendo o bloco de pedra no centro da foto? É o “peixe” do post passado sobre Cap-Ferrat!

Na volta eu esqueci de olhar no relógio, mas diria que no total, ficamos lá uma hora e meia, duas horas (contando a pausa para comer os lanchos hahaha). Esse trecho é um “resumo” da caminhada que dá a volta em todo o cabo. Então serve como dica se você só quer ver a paisagem magnífica, mas não ter que andar tanto – por falta de vontade e/ou de tempo. E no fim, a surpresa vale a pena.

Paloma Beach

Não consigo me conformar com a cor da água desse lugar. A praia é bem pequena e tem um restaurante com o mesmo nome. O estabelecimento privatiza uma área central, demarcada pela cerquinha branca, mas as laterais são de uso livre do público. O acesso à Paloma Beach também pode ser feito diretamente do porto da cidade, não precisa dar toda a volta na “mini-península” para chegar até lá. É a dica de “Endereço Legal” deste post. Passe por lá, mesmo que for rapidinho!

Saint Jean Cap-Ferrat

Achei que no outro post faltou transmitir um pouquinho da vibe da cidadezinha (que deve ter uma proporção de renda per capta por metro quadrado maior do que a de muita capital hahaha), então tirei essas fotos para vocês.

O que acharam da Paloma Beach? Me contem nos comentários quais são as praias mais bonitas que já visitaram ou quais estão na lista de próximos destinos de férias! 

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Caminhada em Saint Jean Cap-Ferrat

Como eu disse no post da trilha do Cabo de Antibes, o que mais me impressiona no sul da França é a beleza da natureza. Há algum tempo fomos explorar outro destino, a península de Saint Jean Cap-Ferrat (a 10km de Nice). Como a maioria dos lugares que temos visto por aqui, os imóveis disputam espaço e ruas tortuosas e inclinadas levam a pontos com vista de tirar o fôlego. Tudo pontuado por demonstrações nada modestas de luxo e riqueza. Não é à toa que esse cruzeiro imenso estava ancorado e um barquinho menor levava os turistas para visitar e gastar na costa. Também não é surpresa que uma das praias foi feita de set de filmagem de Cinquenta Tons de Liberdade.

A trilha que dá a volta em Saint Jean Cap-Ferrat tem 7 quilômetros. Só não sei se essa distância incluiu “a extensão” da península ou não. Estávamos cansados e com fome, por isso deixamos esta parte de fora neste dia, mas voltamos lá para conferir e não nos arrependemos! A caminhada é considerada de nível de dificuldade médio. O site oficial não recomenda a atividade para quem tem medo de altura, mas eu tenho e achei o trajeto tranquilo.

Tem horas que sim, você caminha num precipício sem barreira alguma entre você e a queda. Dá frio na barriga – ainda mais quando a sua cadelinha tá andando solta na sua frente. Tiveram momentos em que colocamos a coleira de volta porque vai que, né? Mas o meu medo era mais por ela cair (ou se jogar, já que é meio maluquinha) do que por mim, então um adulto não deve ter problemas durante a caminhada. Acho que o mesmo tipo de cuidado que tivemos com a Coco deve ser aplicado com crianças. Mas aí dá a mão, não coloca coleira. Hahaha.

Como ainda era baixa temporada, conseguimos estacionar em frente ao Escritório de Turismo, para ficar como referência caso “perdêssemos” o carro, e caminhamos pelas ruelas até Passable Beach, praia com água muito suja (não deixe de clicar para ver, é impressionante). Aqui vai uma dica especial: é mais fácil começar a caminhada deste lado da península, porque assim o outro vira uma longa descida. Ou seja, se você começar pela região do porto, por exemplo, vai encarar uma subida atrás da outra até chegar na ponta do cabo. Descobrimos isso por acaso e ficamos felizes porque no fim da caminhada, a última coisa que queríamos era fazer mais esforço. Kkkk.

Coco sempre cheia de energia!
Essa “pedra-peixe” é bem famosa por lá. Pena que estragaram o trabalho pichando “FN”, abreviação do partido de extrema direita francês.

Em frente ao porto tem vários restaurantes, mas eu deixo vocês imaginarem o preço. Caso este passeio te atraia, não fique com vergonha de levar uns sandubas na mochila. Muita gente faz isso aqui na França e não é considerado como “farofada”. Hahaha. A alternativa também é se aventurar pelas ruas e procurar uma padaria.

Gostaram das fotos? Me contem nos comentários. Se morarem ou já tiverem passado pela região, qualquer dica de passeio é bem vinda!

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Um dia em Mônaco

Com menos de 4 quilômetros de costa, o Principado de Mônaco ocupa a posição 150 no ranking dos países com o maior PIB (Produto Interno Bruto) do mundo. Mais de 38 mil pessoas vivem no território, porém apenas 9 mil delas nasceram lá. Por motivos geográficos, franceses e italianos são maioria, mas outras 125 nacionalidades estão presentes. O famoso Monte Carlo é apenas um dos oito distritos do microestado. Resumindo, Mônaco é diferente de qualquer lugar que eu tenha visitado até hoje. Passei um dia por lá e compartilho a experiência com vocês.

Da praça do palácio: Vista panorâmica para o porto e Monte Carlo.

Chegamos de trem. Fui com o meu marido e enquanto ele apitava um jogo (chato) de basquete, aproveitei para explorar. A viagem até o principado dura quase uma hora, partindo de Antibes, e o bilhete custa 15,80€ (ida e volta) por pessoa. A estação está literalmente no topo de Mônaco, então lembre-se de que onde quer que você esteja no fim do dia, vai ter que subir tudo depois no caminho de volta.

O Palácio do Príncipe. Sem muita ostentação do lado de fora, né? Com certeza a história é outra lá dentro.

A construção do que hoje é o Palácio do Príncipe começou em 1215. A família Grimaldi governa o Rochedo desde 1297 e hoje é representada por Albert II. Casado com a nadadora Olímpica Charlene Wittstock, os dois têm dois filhos. É a primeira vez que visito uma monarquia e achei curioso ver uma foto do casal Sereníssimo em muitas vitrines do comércio. Também foi especial poder ver a troca da guarda (que mostrei no InstaStories @jujgarzon). Com certeza é bem menos pomposo do que na Inglaterra, mas ainda é  bem curioso. Para quem gosta da história da Princesa Grace Kelly, também tem um roteiro de 25 etapas inspirado no trabalho e a vida dela pelas ruas de Mônaco. O mapa está disponível gratuitamente no Escritório de Turismo (veja o mapa abaixo).

Impossível esquecer que este é um dos destinos mais tradicionais da F1.

Desnecessário dizer que com o Grande Prêmio de Fórmula 1 e com o Cassino de Monte Carlo, o principado atrai ricos e famosos há muito tempo. As marcas mais refinadas do mundo estão lá: Chanel, Dior, Saint Laurent, Valentino e por aí vai. Em qualquer lugar você pode ouvir motores de carros poderosos, de Ferrari para cima. Mas se quer aproveitar a oportunidade de vê-los estacionados e tirar uma foto para postar no Facebook do carrão que todo mundo sabe que não é seu (kkk), o “point” é a Praça do Cassino.

Também é lá que estão os prédios mais bonitos, destaque para a Ópera (veja foto no mapa abaixo) que fica logo ao lado do cassino e para o Aquário, que fica perto do Palácio. Dá para ir andando de um ponto ao outro. É só descer seguindo o Quai Albert I, contornando o porto, e depois subir. Ah, as subidas de Mônaco. Dica de ouro: a melhor maneira de explorar o Principado é andando, então vá com os sapatos mais confortáveis que tiver. O território é todo desnivelado e isso não é apontado nos mapas. Você acha que está na frente do lugar, mas na verdade muitas vezes a única solução é descer ou subir diversos lances de escadas cravados em uma colina íngrime. Há 28 elevadores públicos espalhados pelo microestado, preste atenção no caminho.

Não deixe de explorar o mapa acima! Tem sugestões para enriquecer o passeio? Deixe suas recomendações nos comentários. Conte aqui embaixo também se você tem vontade de conhecer Mônaco e o que gostaria de fazer por lá.

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O Cabo de Antibes

O sul da França, mais precisamente a Riviera Francesa, é um dos destinos mais populares entre ricos e famosos para curtir o verão europeu. Hotéis de luxo, como o Eden Roc, e o Festival de Cinema de Cannes (para citar apenas um evento da região), estimulam as idas e vindas das estrelas. É fácil esquecer que pessoas “normais” também moram por essas bandas. O que fazer por aqui quando não somos milionários? Além do glamour, o Sul da França tem uma beleza natural ímpar, misturando a calmaria das montanhas com a badalação do litoral. Uma maneira gratuita (e fitness) de explorar isso é fazendo a caminhada ao longo do Cabo de Antibes.

A volta completa da península tem quase 5 quilômetros e leva, em média, duas horas. O que fizemos foi parar o carro no estacionamento da praia de la Garoupe e começar a caminhada a partir de lá. Todo o percurso é bem delimitado, então não há risco de se perder. Contudo, preste atenção ao horário do pôr do sol, porque não há nenhum tipo de iluminação artificial. O caminho é relativamente fácil, porém trechos íngremes e sem muito apoio podem dificultar o trajeto para pessoas com mais idade e/ou com dificuldades físicas.

Em alguns pontos andamos em um terreno plano e em outros subimos e descemos degraus na beira de penhascos de calcário branco. Lá embaixo, as ondas do mar Mediterrâneo de um turquesa impossível de ser fielmente capturado por uma câmera. Como é inverno, tivemos o prazer de ver isso com os Alpes cheios de neve ao fundo. (Uma pena que neste dia em que fiz as fotos havia névoa!)

Por conta de ser baixa temporada, não há problema de circulação pela trilha estreita. Mas com certeza o cenário será outro quando o calor chegar e grupos de turistas se acumularem no meio do caminho para tirar fotos. Quem mora pela região pode considerar fazer a caminhada antes que eles cheguem – ou depois.

Gostaram das fotos? Me contem nos comentários se vocês têm alguma curiosidades sobre o Sul da França ou sobre a vida por aqui. Estou ansiosa pela chegada do verão para ver como o ritmo vai mudar.

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Trilha de raquete nos Alpes do sul da França

Quem assistiu ao vídeo da primeira vez em que vi neve já sabe que a minha expectativa infantil foi frustrada porque ela não era “fofinha”. Muitas pessoas ressaltaram que era porque eu estava nas pistas de esqui. Pois uma semana depois da gravação deste vídeo, fizemos outra atividade no topo das montanhas: trilha. Ou seja, desta vez deu para literalmente afundar na neve! E ainda de quebra realizei aquele desejo de “estar em dois lugares ao mesmo tempo” pois atravessamos a fronteira entre a França e a Itália pelos Alpes.

A muralha que demarcava a fronteira entre os dois países antes da 2ª Guerra. A atual fica a alguns metros.

Este programa foi proposto pelo próprio escritório de Turismo da Isola 2000, mas com certeza outras estações fazem o mesmo. Pagamos 20€ /pessoa e tivemos direito ao guia, ao aluguel do equipamento, ao telesqui (que nos leva até o topo da montanha) e até a um piquenique a 2.350 metros de altitude! Vale a pena ressaltar que antes investimos em um calçado apropriado para trilhas: com o cano mais alto para proteger o calcanhar e impermeável, característica essencial durante o inverno. A proteção contra a água deve ser levada em conta também para a calça.

Piquenique tradicionalmente francês: pão, queijo, frios e vinho! De sobremesa: iogurte fresco e torta de mirtilo.

Caso já possua as raquetes, pode-se explorar o domínio por conta própria. Mas honestamente, é pouco recomendável porque o lugar é imenso, isolado e se você tiver um problema, só Deus para te ajudar. No dia em que fizemos isso tivemos muita sorte porque o céu estava limpo e não tinha vento, porém o risco de avalanche ainda era de nível 4. Descobri escrevendo este post que o máximo é 5 (#loucura). Daí a importância de ter alguém com experiência para saber a técnica, por onde passar e os lugares a serem evitados.

As raquetes ajudam a não afundar na neve e os “dentes” de metal no solado na aderência em subidas e descidas.

Mesmo com toda essa assistência eu consegui cair e ficar entalada em um buraco (kkkk). Afundei a perna esquerda inteirinha e precisei da ajuda de duas pessoas para conseguir sair. Uma delas teve que agarrar a minha calça porque não alcançava o meu pé. Não foi legal. Isso do meu ponto de vista, porque o meu marido se divertiu. (Se vocês forem legais nos comentários eu solto o video no InstaStories @jujgarzon hahaha).

Parece ser super tranquilo no quesito esforço físico, mas juro que é pior do que correr na areia. Juntando a altitude, a quantidade de roupas, o peso do sapato e da raquete, o fato de você às vezes afundar até os joelhos (ou mais!) e de subir e descer colinas nestas condições durante três horas, a luta é real. Mas eu me diverti muito mais do que esquiando – tirando a parte do telesqui, que é aterrorizante para quem tem medo de altura como eu. Deu para ver o meu desespero no fim do vídeo.

A chegada do telesqui “Lombarde”, a 2.350 metros de altitude.

Lá em cima é uma paz silenciosa mágica com uma vista inebriante. Apesar de eu tentar contar as minhas impressões aqui, nada se compara ao sentimento de vulnerabilidade face à grandiosidade da natureza. Sim, esta é a parte poética do post (haha). Mas sério, enquanto o esqui não é algo que eu diria que você pre-ci-sa fazer pelo menos uma vez na vida, uma aventura como esta com certeza é.

A corda no canto inferior esquerdo delimita a atual fronteira entre França e Itália.

Se você se interessou por este tipo de atividade, entre em contato com o departamento de turismo da sua estação preferida para saber a programação. Normalmente as vagas são limitadas e precisam ser reservadas antecipadamente.

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