27 anos: 3 desejos, 3 aprendizados e 1 agradecimento

Ontem foi o meu aniversário! Completei 27 anos e como em cada ocasião que sugere renascimento e renovação de energia, peguei um tempo para refletir sobre o último ano. Muitas coisas importantes aconteceram neste curto período, como o nosso casamento e a mudança do oeste para o sul da França, e com essas experiências vieram ensinamentos importantes para o restante do caminho. Gostaria de compartilhar alguns pontos com vocês e é por isso que resolvi dividir o balanço deste aniversário em desejo, aprendizado e agradecimento.

Desejos

1 – Dar os primeiros passos em direção ao nosso lar

Talvez desejar ter a casa própria daqui um ano seja pedir muito, então o que eu desejo para este “novo ano” é que consigamos chegar cada vez mais próximo do sonho da casa própria. Nós gostamos muito de deixar as coisas do nosso jeito e investir na nossa qualidade de vida, mas nunca é mesma empolgação quando moramos de aluguel.

2 – Cuidar melhor de mim

Sempre tenho um desejo individualista de aprender a cuidar melhor do meu corpo e do meu espírito, de encontrar o equilíbrio entre quem eu quero ser e quem eu sou. Autoconhecimento, consciência e evolução. Quando digo que quero cuidar melhor de mim mesma, quero realmente levar esta atenção para todas as esferas da minha vida e poder trabalhar para minimizar as frustrações e aumentar a alegria de viver.

3 – Retomar a vida profissional

Não é um assunto que eu fale muito pois é sensível. Desde que cheguei na França, apesar de toda bagagem cultural, profissional e acadêmica, ainda não consegui me encontrar profissionalmente neste país. Um dos meus maiores desejos é conseguir retomar esta parte da minha vida, à qual sempre me dediquei, e continuar a construir a minha carreira.

Aprendizados

4 – O que as pessoas pensam de mim não muda a minha essência

É um raciocínio teoricamente fácil, mas difícil às vezes de nos lembrarmos quando somos acertados em cheio com um soco na cara (figurativamente falando). Tive a infelicidade de cruzar com algumas pessoas pobres de espírito e por falha minha, deixei comentários maldosos e inúteis me afetarem. Isso não vai mais acontecer.

5- Ser gentil e falar o que eu penso

Ao longo do tempo eu aprendi a escolher as minhas batalhas e deixei muita coisa “passar batido”. Acontece que eu já tinha absorvido aquela situação e ficar quieta só fez a frustração se acumular uma no topo da outra. Sempre com educação, aprendi que não é errado discordar e soltar a voz – seja sobre uma situação ou sobre um pensamento. Me segurava bastante neste sentido por causa do idioma, mas hoje eu o domino e não tenho problemas para me expressar.

6- Ser legal comigo mesma

Uma das coisas que eu mais preciso lutar contra é o padrão de beleza que tenho na minha cabeça. Não vou entrar nos detalhes da análise de como ele foi internalizado, mas a realidade é de que ele não me representa e persegui-lo é correr atrás de uma bolha de sabão. Eu preciso estar consciente das minhas qualidades e celebrá-las, me perdoar pelos erros e entender que a beleza não é apenas personalizada por uma modelo da Victoria’s Secret.

Agradecimento

7- O amor da família

Também acho que há muitos outros motivos para eu ser grata, mas o que tem sido mais importante e evidente é o amor e o apoio que tenho a sorte de receber da minha família. Quanto mais converso por aí, mais percebo como é raro ter este tipo de relação. Ninguém é perfeito e nem sempre concordamos, mas a confiança e o apoio independem disso. Dou graças a Deus pela família que tenho e pela nossa saúde.

Espero que com esta lista vocês tenham conhecido um pouquinho mais sobre mim e que ela também os façam refletir sobre os seus desejos, aprendizados e agradecimentos. Não precisa colocar na internet, mas não deixe de dizer as coisas importantes a quem merece ouvi-las.

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Bondade: você também a merece

Você sempre tenta ser uma boa pessoa. Tem o hábito básico de dar bom dia, agradecer, pedir licença ou desculpa. Mas também faz aquele exercício difícil de se colocar no lugar do outro, escutar muito e falar apenas se necessário. Tenta – quase sempre – ver o lado positivo das situações. Não joga papel no chão e recolhe o cocô do cachorro religiosamente. Falando em religião, também reza. Agradece a saúde e o amor, pede proteção e perdão pelas faltas.

Longe de ser uma santa, tem um vocabulário de marinheiro. Mas toma cuidado para não usá-lo na frente de quem não tem intimidade. Às vezes solta o verbo, afinal ninguém é de de ferro. Mas tenta policiar os impulsos para não deixar que as próprias ações tenham um impacto negativo no mundo. Acha que fazendo isso pode se considerar uma boa pessoa.

Mas deixa eu te contar uma coisa: todo esse esforço, apesar de essencial, é insuficiente. Ele não te protege do mal. Isso porque basta uma olhada no espelho para o veneno sair. Não pela boca. São os olhos que vão diretamente para o calombo do nariz, para o olho caído e para a raiz murcha do cabelo. A boca até entorta quando a atenção vai para a barriga. Daí para baixo é melhor nem descrever. Nem as unhas do pé escapam.

De que adianta tentar ser positiva para os outros e para o mundo e ser incapaz de tolerar a si mesma? Pratique diariamente gratidão e amor próprio. Não significa que da noite para o dia vai acordar se sentindo a Gisele. Quer dizer que cada vez que se deparar com a sua imagem, no espelho ou nos pensamentos, vai ser bondosa e positiva consigo mesma também. Porque “um estado negativo, depressivo, ainda que não atinga os outros, que fique apenas dentro de você, é o bastante para atrair o mal em sua vida”*. E é difícil ser feliz quando alguém é malvado com você o tempo todo.

*Citação: livro “Sem Medo de Viver” (Zibia Gasparetto)

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Gratidão: Porquê quero celebrar o Thanksgiving

Numa casa onde já há a mistura das culturas e celebrações brasileiras e francesas, é de se imaginar que o nosso calendário não precise de mais nenhum complemento. Mas sempre achei o conceito do Thanksgiving (o Dia de Ação de Graças) tão importante que quero integrá-lo aos valores da minha família. Isso com o objetivo de reunir as pessoas queridas (quando possível), de cozinhar e compartilhar uma refeição gostosa (mas sem tanto exagero!) e de ter pelo menos um dia para agradecer (a Deus, ao universo, ao destino…) as graças que temos.

Para este primeiro ano, preciso admitir que esqueci que era hoje (hahaha) então vai ter que ser um Thanksgiving na base do improviso. Não vai ter preparação, jantar charmoso ou enfeites especiais. Infelizmente também vamos estar sem os nossos familiares e esse não vai ser o único ano. Porém vamos ter um ao outro e vamos agradecer por isso. Vamos apreciar sentarmos à mesa juntos e comermos tranquilamente, relembrando a nossa história, agradecendo as conquistas e fazendo planos para o futuro.

2016 ficará como sendo um ano marcado por grandes lutas e conquistas. O mestrado, o casamento e a mudança são apenas algumas delas. Temos que parar um pouco e contemplar o que fizemos. Mesmo se a realidade não é bem aquela que gostaríamos. Porque a verdade é que somos privilegiados por termos saúde, educação, estrutura e amor a nossa volta. E hoje é um dia para celebrar isso.

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