Vlog: Andando de jetski pela primeira vez

Quando eu disse no post passado que o meu marido tinha me feito uma enorme surpresa no dia do meu aniversário, o que eu queria dizer é que ele me levou para andar de jetski! Sempre quis fazer isso, mas quando eu era mais nova e muito menos medrosa. Hahahaha. Também foi muito legal ver de pertinho o maior veleiro do mundo, lembram que ele já tinha “aparecido” por aqui quando fomos para Menton?

Quer dar uma volta pela Riviera Francesa pelo mar? Então é só dar play!

Ufa! Kkkk. Foi incrível. Acho que dá para perceber que eu fiquei meio “passada”. Hahaha. Pelas indiretas do meu marido no dia anterior, eu achava que ele ia me dar um dia de spa ou algo do tipo #SQN. Acabou sendo um presente para os dois, pois ele, que faz niver daqui a pouco, também aproveitou muito!

Para quem vai passar pela região da Côte d’Azur e ficou com vontade de ter esta experiência, fizemos o passeio com a Antibes Jet Spot. Os preços variam de 60€ (20 minutos) a 270€ (7 horas).

Gostaram? Então não deixem de comentar, dar um like no vídeo e seguir o canal do blog no Youtube!

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Uma tarde em Menton

Menton é a última cidade ao longo da costa francesa antes da fronteira com a Itália. Com temperaturas em média 3ºC mais quente que o restante do país, a charmosa “Terra das frutas cítricas” beneficia de um microclima que beneficia este tipo de cultivo. Portanto, espere encontrar vários produtos nas lojinhas locais relacionados com o limão. É tão tradicional que há mais de 80 anos é realizada, em Fevereiro, a “Festa do Limão”. Pense em um carnaval com esculturas feitas de… limão! E laranja.

Em uma das paradas para admirar a vista: o maior veleiro do mundo! Ele custa 425 milhões de euros e tem 100 metros de altura.
Os Jardins Biovès, onde é realizada a “Festa do Limão”.

Deixando para trás o glamour ostensivo da Côte d’Azur e de cidades como Cannes e Mônaco (aliás, vale fazer paradas no caminho porque a paisagem é linda), Menton surpreende pela calmaria. Até então nunca tinha estado na Itália (mais sobre isso adiante), mas as ladeiras com casinhas umas grudadas nas outras e ruelas estreitas era o que eu imaginava de um lugar tão próximo. Esta é a estética típica dos arredores do cemitério e da Basílica de Saint-Michel, no topo de Menton. Se você ainda tiver força nas pernas depois de subir o morro (nós fomos de carro kkk), vale a pena explorar.

A Basílica de Saint-Michel (à esquerda) e a Capela des Pénitents-Blancs.
Reparem no tamanico desta porta!
Vale a foto porque é raro: chuva em Menton!

Menton tem 316 dias de sol por ano. Depois de visitarmos a parte alta da cidade, começou a chover. Pois é. Estávamos prontos para pegar a estrada de volta, porque não tem muito o que fazer em ambientes fechados por lá, quando o sol resolveu dar as caras novamente. Estacionamos e fomos tomar sorvete e depois andar pelo litoral, admirando os diferentes tons de azul do mar e a arquitetura do museu Jean Cocteau.

Uma das lojinhas típicas do centro de Menton.

Outra coisa que dá para fazer andando, mas que é mais fácil de carro: cruzar a fronteira com a Itália! Foi a primeira vez que fiz isso sem ser em um aeroporto e sem ter que passar pela imigração. Foi uma sensação muito engraçada e um pouco assustadora, porque de repente não sabíamos para onde ir e não tínhamos mais internet no celular! Vou ser honesta, rolou uma pequena crise de pânico. É em situações como esta que percebemos como ficamos dependentes da tecnologia. Graças ao GPS do carro continuamos dirigindo por mais uns 20 minutos até Ventimiglia, que era a única cidade que “conhecíamos”. Aspas enormes aqui porque apenas ouvimos falar nesta cidade e isso graças ao trem que passa perto de casa e faz a última parada lá. Hahaha.

Dica: Se der vontade de tomar um sorvete de limão, pergunte antes se ele é feito com a fruta da cidade (se tiver esta exigência). O meu não era, mas estava gostoso.

Aos trancos e barrancos encontramos um restaurante para tomar alguma coisa e resolvemos ficar para jantar – que chique, dar um pulinho alí na Itália para comer gnocchi e voltar para casa! Kkkk. O curioso foi observar que mesmo estando separados por apenas alguns quilômetros, os dois lugares não têm nada a ver um com o outro – nem as pessoas. Eu esperava um mix das duas culturas, sabe? Mas não. Andando na rua e no restaurante já ficou bem claro que não estávamos mais na França. No restaurante fomos bem recebidos e a atendente se desdobrou em atenções conosco, traduzindo todo o menu em inglês. A mesa ao lado começou a puxar assunto e conversamos por um bom tempo. Quem já passou pela França sabe que isso não acontece. Cruzar a fronteira foi uma ótima experiência e só me deu mais vontade de conhecer a Itália. Também me deu uma nova tarefa: aprender Italiano!

Gostaram das fotos? Me conte aqui nos comentários se você já teve esta experiência de mudar de país “de uma hora para a outra” e com foi!

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Parque da Colina do Castelo e o melhor pôr do sol de Nice

Não sou de dizer o que os outros devem ou não fazer em uma viagem, afinal cada um tem as próprias preferências, mas o Parque da Colina do Castelo em Nice é um lugar que eu recomendo fortemente que você visite quando estiver na região. O ideal é fazê-lo perto do horário do pôr do sol, assim você pode assistir a esta maravilha da natureza do ponto de observação mais alto da cidade, vendo a luz deixando ao mesmo tempo o centro antigo e escurecendo o Mar Mediterrâneo. Dizem que é um dos panoramas mais lindos do mundo.

O local abre às 8h e fecha após o entardecer. A entrada é gratuita e o acesso ao elevador também (procure pela placa “ascenseur”). Li que a parede atrás do banco que fica perto do elevador esconde um acesso secreto para a rede de túneis da 2ª Guerra Mundial! Para quem preferir, também é possível subir degrau por degrau e ir parando nos diferentes níveis para explorar a natureza.

A vista da colina para quem está na avenida Quai des États-Unis e prestes a começar a subir. Repare na foto onde fica o elevador (ascenseur), à esquerda.

Se conseguir, vale chegar um pouco antes do pôr do sol para aproveitar. Apesar de ser chamado de Colina do Castelo, não tem castelo nenhum por lá. O prédio foi destruído pelos soldados do rei Louis XIV em 1706. Nesta época, Nice não pertencia à França, mas sim ao Ducado de Saboia. Até hoje o local é um sítio arqueológico a céu aberto, inclusive com áreas restritas pois buscas ainda estão em andamento, e é possível observar algumas ruínas da época. Pessoalmente, eu acho que é aqui que a Fera da história “A Bela e A Fera” morava.

Ruínas do castelo.
Mosaicos decorativos em uma das escadarias.
O chão da mesma escadaria da foto acima. Vai falar que não saiu do filme “A Bela e A Fera”?
“Buscas arqueológicas. Entrada proibida”. Lá estão as ruínas de uma capela.

O Parque da Colina do Castelo de Nice é um dos lugares mais pacíficos que já visitei. É muita natureza, nada de barulho de carro, apenas pássaros – isso quando os seres humanos colaboram, claro. Este passeio, como vários outros, foi improvisado e não tivemos tempo para explorar todos os 19,3 hectares antes de nos posicionarmos para ver o pôr do sol. Pesquisei e descobri que na parte de trás da propriedade estão dois cemitérios, então acho que não perdi nada. Hahaha.

Neste “nível” da colina também há um playground para crianças.

Dicas extras: Uma vez por ano, entre os meses de Junho e Julho é realizada a Festa do Castelo. Durante duas noites, bandas tocam a céu aberto no parque. Além de ter uma vibe diferente, também é a única oportunidade de visitar o local durante a noite.

O centro antigo de Nice, no pé da colina, bomba durante a noite com bares e restaurantes, não apenas ao longo do Quai Des États-Unis (que é o “começo” – ou o fim, dependendo da perspectiva – da famosa Promenade des Anglais), mas também nas ruazinhas internas. Vale a pena explorar e procurar um bar para tomar apenas o “apéro” (uma bebida antes da refeição) ou um restaurante para jantar mesmo.

Levanta a mão aí quem adora pôr do sol! Me conte nos comentários se acha justo, pelas fotos, considerar a vista do Parque da Colina do Castelo como um dos panoramas mais bonitos do mundo!

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Vlog: Tapete vermelho da abertura do Festival de Cannes 2017

Sabe todo aquele glamour da Riviera Francesa e do Festival de Cannes? Então, você não vai encontrá-lo aqui. Hahahaha. Mas se quiser saber como é o festival de cinema mais famoso do mundo para “meros mortais”, assista o vídeo abaixo! A abertura da 70ª edição foi realizada ontem (17 de maio) e nós fomos até lá tentar ver alguma coisa. Além disso, conheça um pouquinho de Cannes, ouça a história do ator Robert De Niro pelas ruas da cidade e veja o que eu trouxe (por enquanto) de souvenir do evento. É só dar play!

Mostrei tudo o que eu vi no vídeo, mas se ficou alguma curiosidade ou dúvida sobre o Festival de Cannes, deixe aqui nos comentários!

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Puy du Fou: 3 atrações imperdíveis

Este é o post que finaliza a série sobre o Puy du Fou. Depois de dar dicas para você aproveitar o parque, gostaria de recomendar três atrações que, na minha opinião, não podem deixar de serem vistas. Vou tentar descrever ao máximo o motivo de ter escolhido cada uma sem estragar (muito) a surpresa. Preferi ilustrar com os vídeos promocionais porque: 1º – minhas fotos boas acabaram (hahahaha) e 2º – acho que eles dão uma melhor noção do local. Óbvio que o Puy du Fou tem muitas outras coisas para serem vistas, mas realmente acho que você não pode deixar de ir nas seguintes:

1 – Mousquetaire de Richelieu

É uma encenação baseada nos Três Mosqueteiros. Eu nem ligo para isso, mas eles incorporam cavalos, água, música e dança de uma maneira tão linda, que é a minha primeiríssima indicação. É um dos únicos locais fechados e por isso pode ser uma boa escolha para quando o sol estiver muito forte, tipo começo de tarde. Não sabíamos o que esperar. Fomos no fim do dia e foi um alívio finalmente sentar em uma poltrona confortável e fugir do sol. Todo mundo já estava cansado e com sono, mas ninguém dormiu – mesmo com as condições favoráveis. Hahaha.

2 – Le Signe du Triomphe

Esta é uma das atrações mais tradicionais do Puy du Fou e é um mergulho na Era Romana. Você é platéia de um espetáculo de gladiadores e corrida de bigas, tipo Ben-Hur. O público até faz parte da encenação da rixa entre galeuses e romanos. Leões e tigres também estão presentes. Não acho isso legal, mas não posso negar que só deixa a apresentação mais realista. Eu vi meu pai, que é apaixonado por essas coisas, sorrindo feito criança.

3 – La Renaissance du Château

Esta atração faz parte da lista mais por um momento bem particular, do que pelo “conjunto da obra. Você entra em um castelo (que existia realmente e foi reformado para receber os visitantes) para fazer uma “firulinha” com o Rei e a Rainha. Não é nada extraordinário até você entrar em uma sala, em que estão alinhadas várias armaduras, como se fossem soldados segurando espadas ao alto, e você passa entre elas no tapete vermelho, ao som de uma música da época. Apenas faça isso! Sua auto-estima vai lá para o alto! Hahaha Sério, eu me senti mega poderosa. E aí você pensa que era assim para os reis daquela época, em escalas muito maiores. Por isso que eles tinham aqueles egos enormes.

Vale citar que as duas primeiras atrações são bem longas, duram uns 30-45 minutos. Já a visita ao castelo é rapidinha, por volta de 10-15 minutos. O único inconveniente para os turistas brasileiros é que todas as apresentações e diálogos são apenas em francês, e os idiomas mais “familiares” dos audioguias (15€) são espanhol e inglês.

Assistiram aos vídeos? Deu para ter um gostinho, né? Me conte aqui nos comentários qual atração dessa seleção te deixou com mais vontade de ir até o Puy du Fou!

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Feria de Nîmes: como são as touradas no sul da França

Nîmes, no sul da França, já apareceu aqui no blog com dicas de monumentos históricos para visitar e também como destino do meu casamento. Mas tem outro aspecto da cidade que também me marcou muito, desta vez de forma negativa. Próxima da Espanha, a região acabou absorvendo aspectos da cultura vizinha, entre elas as touradas (chamadas aqui de “corrida”). Aliás, a atividade é praticada em outras cidades, como Arles. A temporada começa na Páscoa e termina em setembro. 

As “corridas” fazem parte da “Feria”, uma grande celebração popular com desfile de carros alegóricos, bares instalados nas calçadas, lenços vermelhos amarrados no pescoço e muita, muita sangria. A “Feria” de Pentecostes de Nîmes, que este ano será realizada de 1º a 5 de junho, é a mais celebre da região. Quase 1 milhão de pessoas enchem as ruas da cidade durante esta época. Estive lá em 2015 e não voltarei mais. Pelo menos não para ver uma tourada.

Logo que chegamos, arena vazia. Uma fanfarra toca e fica dando voltas no espaço.

Por que eu fui?

É o que eu ficava me perguntando durante as horas em que estive naquele lugar. Passei uma semana dizendo que não iria e ninguém insistiu. Mas quando estava na fila, acompanhando o meu marido (noivo na época), fiquei com medo de me arrepender. Não pensei em ver o sofrimento do animal e nem em me divertir com isso, mas pensei no conhecimento que eu não tinha. Sempre disse que era contra a corrida, mas eu não sabia o que era. Não que precisasse ver para saber e ser contra. Entendem o que eu quero dizer? Quando era pequena, me lembro que o meu pai tinha um pôster de um toureiro que tinha o nosso sobrenome (minha família veio da Espanha). Então pensei na cultura dos meus ancestrais e como isso fazia parte de mim, de forma longínqua, porém direta.

Arena lotada! O duelo vai começar. Uma pessoa mostra uma placa com as informações do touro, como peso e origem.

Touro vs. homem

Vou compartilhar aqui um pouco do que eu vi e do que me foi explicado. A disputa entre touro e homem é dividida em três partes, marcadas por músicas específicas. Uma fanfarra toca ao vivo na arena.

Na primeira parte, os toureiros utilizam a capa (chamada capote) para avaliar a “bravura” do touro. O objetivo é controlá-lo e colocá-lo no centro da arena. Depois, se a corrida for mista, ou seja, com a participação de cavalos, entram os picadores (cavaleiros). Os animais são protegidos por uma forte armadura e têm os olhos vendados para não ver o touro. Esses homens devem cravar uma lança no dorso do touro, atingindo assim um nervo específico. Este machucado enfraquece o animal e mantém a sua cabeça abaixada para “facilitar” as próximas etapas. Na segunda parte, o bandarilheiro (“assistentes” do toureiro) crava outras lanças coloridas no touro – sempre no mesmo local. Elas ficam lá para pinçar os músculos e estimular o animal.

A equipe do matador (toureiro “estrela”) testa os capotes (as capas) antes da entrada do animal.

A terceira parte é a morte do touro. O matador (toureiro principal), que durante todo este tempo apenas assistia ao trabalho da equipe, entra em cena com um capote e uma espada falsa. É neste momento que vemos os movimentos característicos da tourada. Quando o animal está dominado, a espada falsa é trocada por uma verdadeira e o matador tenta atingir diretamente o coração do touro. Quanto mais rápida é a morte do animal, mais bem sucedido é considerado o desempenho do homem.

Um júri avalia o tempo, a dominação do animal e a resposta do público. Lenços brancos são agitados ao ar quando as pessoas ficam satisfeitas com o que viram. Como recompensa o matador pode receber (da menos para a mais importante): uma orelha, as duas orelhas, ou as duas orelhas e o rabo do touro que acabou de ser morto. As partes são cortadas e entregues ao homem na hora. Ele pode também sair sem nada, se acharem que ele não fez o trabalho de forma correta.

O touro entrando na arena pela primeira vez.

Dois cavalos entram para arrastar o corpo do animal e uma equipe retira a areia ensanguentada em baldes. O touro é levado diretamente para o açougue e a carne será vendida – à preço de ouro se ele tiver sido briguento e dado trabalho ao matador. Uma vez isso feito, entra o próximo touro e começa tudo de novo. Seis vezes. Seis touros mortos desta maneira diante de um público de milhares de pessoas. Isso apenas naquele dia. E a Feria dura quanto tempo, mesmo?

É importante dizer que em alguns lugares onde há a corrida não é permitido a morte do animal na arena. De acordo com a minha pesquisa, em Portugal, por exemplo, ele é morto em um abatedouro depois. E o estilo de duelo muda também segundo a tradição. Contei aqui para vocês o que eu vi e o que me explicaram sobre como isso é feito no sul da França.

O cavalo “cego”, todo protegido por uma armadura para evitar machucados provocados pelos chifres do touro. (Esta foto foi tirada pelo meu marido. Já estava horrorizada e havia parado há tempos).

Por que eles fazem isso?

Conversei com pessoas que adoram corridas e ouvi os argumentos delas:

Tradição: “Faz parte da nossa cultura e precisamos manter a tradição. Antes era homem com homem. Agora evoluímos, é homem com touro. E é uma arte ver um homem ‘dançar’ com um animal que é muito mais forte do que ele”.

Preservação da raça: “Os touros utilizados na corrida são de uma raça específica e eles são criados para isso. Se não existissem corridas, a raça desapareceria”.

Vida de rei: “Durante cinco anos o touro vive em um espaço aberto enorme, com comida à vontade – ele vive como um rei. A primeira vez que ele tem contato com o ser humano é quando eles o transportam para a arena. Sim, ele provavelmente vai morrer, mas pelo menos teve uma boa vida antes, melhor do que a daqueles que crescem num abatedouro”.

O touro pelo menos tem uma chance: “O touro tem uma chance de sobreviver. Uma bem pequena e rara, mas se ele for bom o suficiente, ele pode ganhar. E os poucos que vencem o duelo voltam a viver como reis. Aqueles que são criados para o matadouro não têm nenhuma chance de sobreviver”.

Me arrependi de ter ido?

Jamais quero ver isso novamente, não recomendo e sou ainda mais contra. Então se a definição de arrependimento for “fazer algo diferente caso pudesse alterar o passado”, então sim, eu me arrependo. Vibrei quando o touro tomou a capa do toureiro. Este foi o único momento em que bati palmas – e eu estava sozinha. Fiquei chocada quando o touro mais pesado do dia derrubou um cavalo – não pela lateral mas pela frente, os chifres empurrando o peito. Aquele cavalo que não sabe o que está acontecendo e não pode se defender porque está vendado. Ele não conseguiu se levantar por causa da armadura e foram necessários quatro homens para colocá-lo em pé. Touradas são desprezíveis. Eu chorei. Ver o sangue escorrendo daquele animal forte (naquele dia eles pesavam de 490 à 520 kg) e as pessoas vibrando com o seu sofrimento foi um horror.

Mas no fim das contas, eu não mudei o destino daqueles animais. Eu estando lá ou não, eles iriam morrer. O que ficou dessa experiência foi uma consciência que é inútil diante da impotência. É por isso que eu questiono se todo mundo falar que é errado e que é contra  – o Festival de Yulin na China, ou a tourada na França, na Espanha, em Portugal etc. – ajuda em alguma coisa. Enquanto os nativos acreditarem na tradição, as pressões exteriores têm poder limitado. É lá de dentro que precisa vir a indignação e a ação para acabar com essas atrocidades.

“Não imaginava que se pusesse

Se divertir tanto em torno de um túmulo

Será que esse é um mundo sério?”

Francis Cabrel – La Corrida

E vocês, o que acham das corridas? Crueldade ou patrimônio cultural?

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Puy du Fou: 7 dicas para aproveitar o parque ao máximo em um dia

Fiquei contente com o retorno que o primeiro post sobre o Puy du Fou teve. Muitas pessoas não conheciam o parque, que é um dos favoritos dos franceses. Um dos objetivos do blog é justamente ajudá-los a descobrir outros lugares além de Paris. A capital é obviamente linda,  maravilhosa e merece ser admirada por dias. Mas as atrações da França não param por aí e quem tiver a oportunidade pode – e deve – explorar mais. E falando em descobertas, o que fiz no outro post foi apenas apresentar o Puy du Fou. Neste, vou dar algumas dicas que foram essenciais para conseguirmos aproveitar o lugar ao máximo e em apenas um dia. No próximo post da série sobre o parque vou indicar as atrações que, na minha opinião, são imperdíveis.

1 – Priorize as atrações

Se você não quiser seguir mais nada do que está escrito aqui, preste atenção pelo menos nesta dica. O Puy du Fou tem umas 20 atrações e todas têm horário marcado para começar, não é só ficar na fila e esperar a sua vez de entrar. De forma geral, são apenas umas quatro apresentações no dia inteiro. Se você não se organizar antecipadamente, corre o risco de não ver algo que gostaria muito. Então pesquise no site deles antes e veja no mapa as localizações dos locais que você quer visitar. Saiba que dificilmente você vai conseguir atravessar o lugar todo em 10 minutos, ainda mais se estiver lotado. Programe algo do tipo visitar metade do parque na parte da manhã e a outra parte durante a tarde. Além disso, o número de lugares é limitado na maioria das atrações e o recomendado para as mais populares é chegar com 30 minutos de antecedência para conseguir assistir.

Não esqueça de levar o seu planejamento com você! E não deixe de andar com um cronograma da temporada, porque pode acontecer de você perder um espetáculo e ter que achar um “tapa buraco”. Foi assim com a nossa primeira atração. Chegamos para ver os “Vikings”, mas já estava lotado. Então fomos para o “Les Chevaliers de la Table Ronde”. E fomos nos adaptando o dia inteiro assim, sempre consultando os horários.

2 – Escolha um dia de menor frequentação

A lógica é simples. Se você quer optimizar o seu dia no parque (vamos partir do princípio de que você não vai dormir no local, ok? Se for fazer isso, melhor ainda), quando menos pessoas tiverem afluindo por todos os lados, melhor. Por isso, se puder, prefira ir ao parque no começo da semana do que a partir de sexta-feira, por exemplo. A probabilidade da galera querer aproveitar o fim de semana lá é maior. O inconveniente disso é que você não poderá ver o espetáculo da “Cinéscénie”, encenado apenas às sextas e sábados, de Maio à metade de Setembro.

O mesmo vale para o período do ano. O parque só abre de Abril a Setembro, mas a frequentação é maior durante o mês de Agosto, que é a alta temporada do verão e quando “todos” os franceses tiram férias (sério, parece que o país para). Mas a frequentação é algo que não dá para adivinhar, né? Quando fui, era a primeira segunda-feira de Agosto e estava relativamente tranquilo.

3 – Chegue logo na abertura

De novo, o raciocínio lógico: quando mais cedo você chegar, mais tempo vai ter para aproveitar o parque, que abre às 10 horas da manhã (tardinho até, né?). Assim você consegue estacionar o carro perto da entrada (gratuitamente) e tem um tempinho para andar pelo parque antes de começar a ver um espetáculo atrás do outro. Isso é importante principalmente para quem vai em grupo, assim dá tempo de definir um ponto de encontro caso alguém se perca ou decida fazer algo diferente.

4 – Preste atenção na posição do sol

Muitas atrações são a céu aberto. Então tente controlar o desespero de encontrar logo um lugar e preste atenção se alguns assentos estão na sombra. Pode parecer bobeira, mas mesmo que você esteja preparado (veja o próximo tópico), ficar sentado no sol do meio dia por meia hora, 45 minutos, não é muito confortável. Esta dica é especialmente preciosa para quando você for na arena. O espetáculo é bem longo e sofremos bastante com o calor, mesmo sendo de “Hellbeirão Preto ( interior de SP) e estando acostumados com o inferno. Hahahaha. Só ficava ainda mais sofrido vendo a outra metade da arena toda tranquila na sombra.

5 – Não deixe de levar essas duas coisas

Acho meio óbvio recomendar roupas confortáveis para ficar o dia inteiro num parque de atrações, então vou dar uma de mãe (Ahahaha) e falar que você precisa sim levar duas coisas: chapéu/boné e blusa de frio. Não questione, apenas coloque isso na sua mochila (mesmo que for no meio de Agosto) e me agradeça depois.

6 – Leve também comida e água

Também é coisa básica para quem está acostumado a ir neste tipo de lugar, mas não deixe de levar água por nada neste mundo. Também vale muito a pena levar comida, sandubas e afins. O parque tem restaurantes, mas muita gente – muita gente mesmo – arruma uma sombrinha durante o dia, senta na grama e faz uma farofa geral.

7 – Preste atenção nos horários de funcionamento dos restaurantes

Resolveu ir num restaurante (o parque tem vários), beleza! Mas preste atenção nos horários de funcionamento. Enquanto a maioria está aberta na hora do almoço, muitos só servem até às 20h (e o parque fecha às 22h30). Para informação, nós almoçamos no Le Bistrot e estava uma delícia.

Ufa! Eu tinha avisado no primeiro post que ainda tinha muita coisa para falar do Puy du Fou. Tinha incluído tudo aqui, mas ficou enorme demais. Então no próximo post desta série, vou recomendar minhas atrações favoritas. Fique de olho aqui no blog!

Espero ter ajudado quem se interessou e pretende visitar o parque a se organizar e a ter uma melhor noção do que esperar. Se ficou alguma dúvida, não deixe de entrar em contato! Se você já foi em algum parque de atrações e tem outra dica para quem está se preparando, compartilhe aqui embaixo.

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A praia mais linda que já vi na vida

Lembram que no post sobre a caminhada em Saint-Jean Cap Ferrat eu contei que demos a volta na península inteira, mas tinha faltado uma “extensão”, tipo a península da península? Hahaha. Pois bem, no último fim de semana tive a oportunidade de voltar para aquelas bandas para concluir o percurso. E fiquei pasma. Estive na praia mais linda que já vi na minha vida até hoje, a Paloma Beach. Não vou nem me preocupar em tentar encontrar palavras para descrever a paisagem, é só observar a imagem de capa deste post (tem mais fotos para baixo).

Promenade des Fossettes 

Mas vamos começar esta nova caminhada do começo, pela Promenade des Fossettes (é uma rua, pode colocar no GPS). Do porto de Saint Jean Cap-Ferrat até lá é rapidinho e toda a trilha é pavimentada. O caminho porém é bem irregular em certos pontos, então vá com sapatos rasteiros. Digo isso porque sim, vi gente andando de salto – e ainda uma senhora.

Tá vendo o bloco de pedra no centro da foto? É o “peixe” do post passado sobre Cap-Ferrat!

Na volta eu esqueci de olhar no relógio, mas diria que no total, ficamos lá uma hora e meia, duas horas (contando a pausa para comer os lanchos hahaha). Esse trecho é um “resumo” da caminhada que dá a volta em todo o cabo. Então serve como dica se você só quer ver a paisagem magnífica, mas não ter que andar tanto – por falta de vontade e/ou de tempo. E no fim, a surpresa vale a pena.

Paloma Beach

Não consigo me conformar com a cor da água desse lugar. A praia é bem pequena e tem um restaurante com o mesmo nome. O estabelecimento privatiza uma área central, demarcada pela cerquinha branca, mas as laterais são de uso livre do público. O acesso à Paloma Beach também pode ser feito diretamente do porto da cidade, não precisa dar toda a volta na “mini-península” para chegar até lá. É a dica de “Endereço Legal” deste post. Passe por lá, mesmo que for rapidinho!

Saint Jean Cap-Ferrat

Achei que no outro post faltou transmitir um pouquinho da vibe da cidadezinha (que deve ter uma proporção de renda per capta por metro quadrado maior do que a de muita capital hahaha), então tirei essas fotos para vocês.

O que acharam da Paloma Beach? Me contem nos comentários quais são as praias mais bonitas que já visitaram ou quais estão na lista de próximos destinos de férias! 

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Caminhada em Saint Jean Cap-Ferrat

Como eu disse no post da trilha do Cabo de Antibes, o que mais me impressiona no sul da França é a beleza da natureza. Há algum tempo fomos explorar outro destino, a península de Saint Jean Cap-Ferrat (a 10km de Nice). Como a maioria dos lugares que temos visto por aqui, os imóveis disputam espaço e ruas tortuosas e inclinadas levam a pontos com vista de tirar o fôlego. Tudo pontuado por demonstrações nada modestas de luxo e riqueza. Não é à toa que esse cruzeiro imenso estava ancorado e um barquinho menor levava os turistas para visitar e gastar na costa. Também não é surpresa que uma das praias foi feita de set de filmagem de Cinquenta Tons de Liberdade.

A trilha que dá a volta em Saint Jean Cap-Ferrat tem 7 quilômetros. Só não sei se essa distância incluiu “a extensão” da península ou não. Estávamos cansados e com fome, por isso deixamos esta parte de fora neste dia, mas voltamos lá para conferir e não nos arrependemos! A caminhada é considerada de nível de dificuldade médio. O site oficial não recomenda a atividade para quem tem medo de altura, mas eu tenho e achei o trajeto tranquilo.

Tem horas que sim, você caminha num precipício sem barreira alguma entre você e a queda. Dá frio na barriga – ainda mais quando a sua cadelinha tá andando solta na sua frente. Tiveram momentos em que colocamos a coleira de volta porque vai que, né? Mas o meu medo era mais por ela cair (ou se jogar, já que é meio maluquinha) do que por mim, então um adulto não deve ter problemas durante a caminhada. Acho que o mesmo tipo de cuidado que tivemos com a Coco deve ser aplicado com crianças. Mas aí dá a mão, não coloca coleira. Hahaha.

Como ainda era baixa temporada, conseguimos estacionar em frente ao Escritório de Turismo, para ficar como referência caso “perdêssemos” o carro, e caminhamos pelas ruelas até Passable Beach, praia com água muito suja (não deixe de clicar para ver, é impressionante). Aqui vai uma dica especial: é mais fácil começar a caminhada deste lado da península, porque assim o outro vira uma longa descida. Ou seja, se você começar pela região do porto, por exemplo, vai encarar uma subida atrás da outra até chegar na ponta do cabo. Descobrimos isso por acaso e ficamos felizes porque no fim da caminhada, a última coisa que queríamos era fazer mais esforço. Kkkk.

Coco sempre cheia de energia!
Essa “pedra-peixe” é bem famosa por lá. Pena que estragaram o trabalho pichando “FN”, abreviação do partido de extrema direita francês.

Em frente ao porto tem vários restaurantes, mas eu deixo vocês imaginarem o preço. Caso este passeio te atraia, não fique com vergonha de levar uns sandubas na mochila. Muita gente faz isso aqui na França e não é considerado como “farofada”. Hahaha. A alternativa também é se aventurar pelas ruas e procurar uma padaria.

Gostaram das fotos? Me contem nos comentários. Se morarem ou já tiverem passado pela região, qualquer dica de passeio é bem vinda!

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Puy du Fou, o melhor parque do mundo

O Puy du Fou (não vou ensinar fonética francesa aqui, mas pronuncia-se algo do tipo phu-du-fú Hahaha) é o segundo parque de atrações mais visitado da França, perdendo apenas para a Disneyland Paris. Em 2016, mais de 2 milhões de pessoas passaram por lá. Com um conceito diferente do comum, ele recebeu nos Estados Unidos o prêmio de “Melhor Parque do Mundo” em 2012 e 2014.

Não é um lugar cheio de brinquedos e atrações mecânicas, mas sim uma área de quase 80 hectares dividida em palcos dos mais diferentes tipos onde são interpretados momentos importantes da história francesa e da região da Vendée, onde o Puy du Fou está localizado, a mais de 3h30 de Paris. Tive a oportunidade de conhecê-lo no verão passando, quando a minha família veio para o casamento. Foi muito especial poder dividir esta experiência com eles, é o programa ideal para fazer em família. Na verdade, como meu pai gosta muito de história, meu marido fez eu esperar a vinda deles para podermos finalmente ir até lá! Kkk

 

Investimentos milionários

Este ano o parque celebra 40 anos. Para esta nova temporada (que começa em Abril e vai até Setembro), foram anunciadas duas novas atrações, o quinto hotel do perímetro e mais dois restaurantes, totalizando um investimento de 30 milhões de euros. O espetáculo Le Dernier Panache”, lançado em 2016, ganhou o prêmio de “Melhor Atração Europeia”. O auditório rotativo, que acomoda 2.400 pessoas, se transforma (literalmente) e se inspira na história de François Athanase Charette de la Contrie, um oficial da Marinha francesa líder do movimento da Vendée contra a Revolução e que foi condecorado por George Washington pela participação na Guerra de Independência dos Estados Unidos. Só este espetáculo custou 19 milhões de euros!

E essas são apenas as novidades. O Puy du Fou tem ainda muitas outras atrações tradicionais como: um show com dublês, acrobacias e animais na época Viking, uma interpretação da história do Rei Arthur, uma encenação de atores e cavalos incrível ambientado no universo dos Três Mosqueteiros, uma imersão na época dos gladiadores e uma visita ao castelo que te coloca na pele de um rei ou de uma rainha. Essas são apenas algumas, mas com certeza as que mais marcaram a minha experiência neste parque.

Outro show hiper popular entre os visitantes é a “Cinéscénie”, que sozinha ocupa 23 hectares do espaço e coloca em frente ao público 2.000 atores. Durante 1h40 de espetáculo são encenados  momentos importantes da Idade Média à Segunda Guerra Mundial. No total, apenas para esta atração são confeccionados 24.000 fantasias. A “Cinéscénie” é tão famosa, que o recomendado é chegar uma hora antes para conseguir lugar. Ela é realizada a partir de Junho, apenas às sextas e aos sábados.

Acho que deu para entender o tamanho da coisa, né? O conceito de explorar a história local num parque de diversões é tão legal que já foi exportado para a Inglaterra e para a Holanda. Os futuros planos dos donos consideram novas construções na Espanha e na China. É importante ressaltar que o objetivo não é levar a história da França a esses países, mas sim se inspirar na bagagem cultural de cada um.

Puy du Fou

85590 Les Epesses

Horários de visita

O Grande Parque abre de 1º de Abril a 24 de Setembro, das 10h às 22h30.

Confira as excessões.

Tarifas

Passe 1 dia para o Grande Parque: 38€ adulto e 27€ criança.

Combo 1 dia Grande Parque + Cinéscenie (reservado com antecedência):  54€ adulto e 36€ criança.

1 noite Cinéscenie (reservado com antecedência): 27€ adulto e 19€ criança.

Confira os preços para visita de mais dias e descontos para reservas antecipadas.

Não deixe de assistir ao vídeo promocional abaixo. Normalmente prefiro colocar apenas conteúdo que eu mesma produzo aqui, mas ficou tão bem feito (e gostei tanto da música), que não tinha como deixar de lado.

Ainda tenho mais coisas e dicas para contar sobre o Puy du Fou, por isso fiz um post com informações práticas e conselhos para quem está pensando incluir o parque no próximo roteiro e outro com as três atrações que, na minha opinião, são imperdíveis! Não deixe de me contar nos comentários o que achou do conceito e se ficou com vontade de visitar! 

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