No Mundo da Luna

Autora: Carina Rissi

Gênero: Romance

Editora: Verus

Número de páginas: 476

Ano da edição: 2015

Luna é recém formada em Jornalismo e sonha em decolar na profissão. Enquanto isso não acontece, ela trabalha como recepcionista da revista Fatos & Furos. O objetivo era acompanhar os passos do renomado editor-chefe Dante Montini e aprender com ele. Mas fica difícil conseguir uma oportunidade quando o nerd mal humorado não se lembra nem mesmo do nome dela, quanto mais de suas aspirações profissionais.

Mas em meio à competição entre meios de publicação, acontece que a colega astróloga vai trabalhar para a concorrência e de repente Luna se vê responsável pela coluna de horóscopo da Fatos & Furos. É aí que a confusão começa. Descendente de ciganos, a moça se vê obrigada a começar a lidar com assuntos místicos que gostaria de poder ignorar.

“No Mundo da Luna” é o meu segundo livro de Carina Rissi e posso dizer que é totalmente fiel ao seu estilo. Aquela leitura gostosinha, que te faz dar risada das trapalhadas da protagonista. Também dá vontade de segurar seus ombros e chacoalhar para ver se ela entender a situação. Não vou mentir, o enredo é bem previsível. Mas você continua a leitura de qualquer maneira, só para confirmar o que acha que sabe que acontecerá. Entende? Haha.

Na minha opinião, “Procura-se um marido” é mais legal que este livro. Mas ainda falta eu ler a famosa série “Perdida” (o primeiro volume vai, inclusive, ser adaptado para o cinema!). Quem já leu e recomenda?

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Sua Alteza Real

Autora: Danielle Steel

Título Original: H.R.H.

Gênero: Romance

Editora: Record

Número de páginas: 304

Ano da edição: 2012

Christianna é filha do príncipe regente de Liechtenstein, um território entre a Áustria e a Suíça. Como o irmão mais velho está mais preocupado em curtir a vida antes de ser obrigado a assumir a monarquia, a princesa acaba cedendo aos desejos do pai de mantê-la por perto. Porém, depois de uma temporada nos Estados Unidos para cursar a faculdade, meros compromissos sociais, roupas e festas não são o suficiente para Christianna. A princesa resolve então tentar fazer a diferença. Troca o salto alto e os figurinos Chanel por botas de trilha e parte em missão junto à Cruz Vermelha na África. As tragédias vivenciadas em locais remotos mudarão para sempre sua visão do mundo, mas o maior impacto será das pessoas que cruzarão seu caminho.

Não sei quantos livros da Danielle Steel eu já li, mas foram alguns. Achei “Sua Alteza Real” o mais leve deles em termos de carga emocional. Isso quer dizer que quase todas as vezes eu choro muito lendo o trabalho dela. Esta história demorou para me envolver. E creio que só conseguiu porque me identifiquei com o interesse amoroso que surge – lentamente – na narrativa. Difícil não se simpatizar com uma relação à distância considerada impossível quando passamos pela mesma coisa.

Acredito que Christianna não seja um personagem realista o suficiente para permitir a identificação com o leitor. Ela é muito requintada, agradável, respeita e se submete às exigências do pai ao extremo; se controla e se abstém das próprias vontades o tempo todo. Beira tanto a perfeição, mesmo infeliz, que fica um pouco irritante e desumana. Mesmo assim, Danielle Steel ainda consegue a caraterística carga emotiva de suas obras. Ela só demora – muito – para aparecer. É um livro ok para quem já conhece o trabalho da autora, mas não recomendaria como descoberta. Neste caso, prefira Um Longo Caminho para Casa (meu preferido dela até hoje) ou Resgate.

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O Ano em que disse sim

Autora: Shonda Rhimes

Título Original: Year of Yes

Gênero: Desenvolvimento Pessoal

Editora: Simon & Schuster

Número de páginas: 311

Ano: 2015

 

Talvez você não preste atenção nessas coisas e não saiba quem é Shonda Rhimes. Ei, ninguém é obrigado, certo? Mas é provável que você reconheça sim este nome como um dos mais poderosos da TV mundial, como o da criadora e produtora das séries “Grey’s Anatomy”, “Scandal” e “How to get away with murder”. Em seu primeiro livro, Shonda nos oferece uma espiada da mulher por trás desse nome.

Tudo começa quando a irmã resmunga que ela nunca diz “sim” para nada. O tempo passa e vem a negação, a auto-avaliação e a decisão de mudar. Ela resolve, por um ano, dizer a palavra mágica para qualquer coisa ou situação que a assuste, como dar discursos ou entrevistas ao vivo. Porque, contra todas as probabilidades, Shonda Rhimes é – era – uma humana como todos os outros e fugia de qualquer situação desconfortável. E como diz aquela frase no Pinterest: “a vida começa no fim da sua zona de conforto”.

Não é fácil, não é indolor e não é gratuito. Com objetivo de se descobrir e se revelar, Shonda luta contra velhos hábitos, perde amigos (ou pessoas que ela acreditava serem honestas) e questiona cada ação, cada pensamento próprio. E quem nunca passou por isso? Se você ainda não experimentou, está mais do que na hora.

Este livro não é um manual de como “Como Dançar, Ficar ao Sol e Ser Sua Própria Pessoa”. Não tem receita mágica. É uma conversa intimista e inspiradora com uma mulher poderosa, porém insegura. E ao ler sua transformação, começamos a questionar a nossa realidade. Cada um na sua. Ela resolve fazer um especial de uma hora na TV. Você talvez finalmente tome coragem para usar aquela blusa que gosta mas que tem medo dos outros acharem estampada demais.

O livro é legal. É irônico. É o fino limite entre realidade e ficção. É Grey’s.

Simplesmente, é Shonda Rhimes.

Quem já leu ou tem vontade de ler “O Ano em que disse sim”? Gostam das séries da Shonda? Me contem a favorita de vocês nos comentários!

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Pode beijar a noiva

patricia_cabotAutora: Patricia Cabot

Gênero: Romance

Editora: Essência

Número de páginas: 238

Ano da edição: 2010

Emma Van Court ignorou todas as advertências e fugiu para casar-se com Stuart, o jovem idealista que abandonou uma vida de regalos em Londres para virar cura de uma pequena paróquia na Escócia. Seis meses depois, o moço morre e seu primo, o conde James Marbury, viaja ao local remoto na esperança de recuperar o corpo. Ele então se depara com a vida rude que os dois levavam. Vida esta que Emma insiste em manter, assim como alguns detalhes misteriosos do falecimento do marido.

Uma generosa herança está destinada a Emma sob uma condição: ela precisa se casar novamente. A cláusula faz com que todos os homens solteiros da aldeia a cortejem a cada oportunidade. Diante da situação, James esquece a missão inicial e torna o bem estar da jovem viúva a sua prioridade.

Mais uma vez Patricia (que é o pseudônimo que Meg Cabot usa para escrever romances de época) encanta com uma fórmula simples: uma heroína a frente de seu tempo e um moço que tem mais qualidades do que ser rico e bonito. A história é cativante e bem ritmada, envolvente a ponto de me ter feito ficar surpresa ao ver um carro na rua. Não é o meu favorito dela (o título é d’A Dama da Ilha), mas foi uma delícia de leitura.

Quem já leu? Gostam de romances de época? Me contem o favorito de vocês nos comentários!

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