27 anos: o que eu ganhei de presente de aniversário

Logo que o mês de Maio começou, já publiquei aqui no blog a minha wishlist de aniversário porque sou dessas. Hahaha. Agora já oficialmente com 27 anos, vim contar para vocês o que ganhei de presente. Aquele dia começou com uma surpresa enorme – que vai ser o tema do post desta quinta-feira, então não deixe de curtir a Fanpage do blog para saber assim que o post for publicado. Além desta experiência incrível, fui mimada – e amada – pelos melhores pais e marido do mundo.

No começo do ano, tive que trocar os meus tênis de “corrida” (aspas porque de corrida eles nunca participaram kkk) e o meu Converse All Star de couro branco que tinha desde os 18 anos e que já estava, sendo bem gentil, um tanto quanto gasto. Meus pais muito gentilmente ofereceram os substitutos como presente de aniversário. Agora, se não estou usando um, estou com o outro.

Além disso, eles foram generosos o suficiente para ainda me mandar uma caixinha do Brasil. Quem mora no exterior sabe o calor no coração que dá receber algo “de casa”, independentemente do conteúdo. Minha mãe foi tão ninja que este outro presente inesperado chegou bem no dia do meu aniversário! No pacote, a camisa com uma estampa linda da primeira foto (da Amaro) e esta necessaire jumbo personalizada. Tenho um fraco enorme por coisas com o meu nome (quem mais?). Ela é feita à mão por uma amiga da família, que tem um trabalho incrível. Este ano até a Sephora apareceu. Por ter o cartão de fidelidade, a loja me ofereceu uma máscara facial de flor de lótus e uma para a região dos olhos de chá verde. Gostei pouco, hein?

Da minha listinha de desejos, ganhei o que estava mais precisando: o delineador em caneta da Kat Von D, o sérum da Estée Lauder e a bateria portátil. O extra (porque realmente não esperava), ficou por conta do livro de etiqueta escrito pela Liv Tyler, atriz americana de quem sou fã há muitos, muitos anos, e pela avó dela, que é expert na matéria. Estou ansiosa para começar a ler e ainda não tenho a mínima ideia se será compatível com a minha realidade, mas como diz o meu pai, “conhecimento não ocupa espaço”.

Quando o buquê é tão grande que nem cabe na foto. Bem-vindos, 27 anos! 🎂 #bdaygirl #deontem

A post shared by Juliana Jurkovick Garzon (@jujgarzon) on

Achei que faria sentido contar o que eu recebi depois de ter mostrado o que eu pedi, espero que tenham gostado. Me digam nos comentários se tiverem curiosidade para saber mais sobre um produto ou se quiserem resenha de algum dos cosméticos.

 

Continue Reading

Girlboss: série do Netflix vs. livro

Sophia Amoruso é uma empresária norte-americana que, em 2006, fundou a marca Nasty Gal. A loja online de roupas vintage começou no eBay e depois evolui para o domínio próprio. Oito anos depois, a empresa estava avaliada em mais de 100 milhões de dólares. Duas lojas físicas foram abertas na Califórnia e o conceito foi se adaptando às demandas do mercado. No ano passado, a Nasty Gal faliu e foi revendida (por 20 milhões de dólares). A história de ascensão de Amoruso no mundo da moda virou uma autobiografia (#Girlboss, lançada em 2014) e inspirou a série de mesmo título do Netflix, produzida pela própria empresária e lançada no dia 21 de Abril.

50 páginas em 13 episódios

Além da trajetória de negócios, Amoruso narra no livro – e mostra em fotos – o seu passado, longe de qualquer glamour. Ela tinha 22 anos quando começou a vender roupas usadas online. Antes disso, não conseguia segurar um emprego, colecionava uma longa série de infrações e até foi pega por roubo, mas escapou da cadeia. Isso apenas três anos antes de criar a Nasty Gal. Nos 13 episódios da primeira temporada, a história de Sophia só é narrada até o lançamento do e-commerce próprio da marca. Isso resume, em grosso modo, as primeiras 50 páginas do livro, que tem no total 239 (na versão original em inglês).

#Girlboss 👩🏻‍💻🕶 A legenda honesta dessa foto seria “faço essa panqueca todo dia, mas hoje ela ficou bonita”.

A post shared by Juliana Jurkovick Garzon (@jujgarzon) on

 

Amiga imaginária

A primeira imagem de cada episódio é um aviso de que a série é “vagamente baseada em fatos reais” – “bem vagamente”. Esta é a sensação para quem leu o livro. A “moral” da história é a mesma, mas todas as liberdades narrativas possíveis foram tomadas. A melhor amiga Annie não existe e elas não se conheceram na cadeia depois de um jogo de baseball. Como ela não existe, não foi Annie que defendeu Sophia contra os outros vendedores no eBay. Foi uma cliente, ela também vendedora, que tinha de fato comprado algo e ficado satisfeita. Ela também não conta sobre querer ir a todo custo para o Coachella. O drama da lavanderia que estragou o vestido de noiva não foi bem daquele jeito. Eles na verdade perderam um botão de uma jaqueta Chanel. Também não me lembro de ter lido sobre alguém que possa ter inspirado o personagem de Shane, o namorado da Sophia na série.

A impressão que fica é que o roteiro foi trabalhado ao máximo para deixar a história mais leve,  atual e “cool”, assim como a personalidade de Sophia. A personagem tem uma atitude “zero fucks given”, egoísta e oportunista. No livro, ela é mais madura, porém menos tolerante e ainda mais arrogante, mesmo ao detalhar seus (muitos) erros rebeldes do passado. Para alguns, isso pode ser totalmente justificado por ela estar lutando sozinha por um sonho, por um objetivo de vida.

Vale a pena assistir e/ou ler?

Eu gosto de personagens femininas fortes e acho ainda melhor quando elas têm características de anti-heroínas. Adoro o termo #girlboss e apoio qualquer história de sucesso feminino; acho inspirador.

Tendo dito isso, lembro que quando terminei o livro, fiquei um pouco desapontada porque esperava mais um “manual de como criar o próprio negócio” do que uma autobiografia com algumas dicas esparsas do mercado de trabalho. E quando terminei a série, fiquei um pouco desapontada porque esperava assistir à história da Sophia Amoruso e não uma versão resumida e mais romântica dela. Então acho que se você não esperar grande coisa de nenhum dos dois, vale a pena ver e ler para dar um boost no seu #girlpower.

Já terminou a maratona de Girlboss e/ou leu o livro? Me conte nos comentários o que achou!

Continue Reading

No Mundo da Luna

Autora: Carina Rissi

Gênero: Romance

Editora: Verus

Número de páginas: 476

Ano da edição: 2015

Luna é recém formada em Jornalismo e sonha em decolar na profissão. Enquanto isso não acontece, ela trabalha como recepcionista da revista Fatos & Furos. O objetivo era acompanhar os passos do renomado editor-chefe Dante Montini e aprender com ele. Mas fica difícil conseguir uma oportunidade quando o nerd mal humorado não se lembra nem mesmo do nome dela, quanto mais de suas aspirações profissionais.

Mas em meio à competição entre meios de publicação, acontece que a colega astróloga vai trabalhar para a concorrência e de repente Luna se vê responsável pela coluna de horóscopo da Fatos & Furos. É aí que a confusão começa. Descendente de ciganos, a moça se vê obrigada a começar a lidar com assuntos místicos que gostaria de poder ignorar.

“No Mundo da Luna” é o meu segundo livro de Carina Rissi e posso dizer que é totalmente fiel ao seu estilo. Aquela leitura gostosinha, que te faz dar risada das trapalhadas da protagonista. Também dá vontade de segurar seus ombros e chacoalhar para ver se ela entender a situação. Não vou mentir, o enredo é bem previsível. Mas você continua a leitura de qualquer maneira, só para confirmar o que acha que sabe que acontecerá. Entende? Haha.

Na minha opinião, “Procura-se um marido” é mais legal que este livro. Mas ainda falta eu ler a famosa série “Perdida” (o primeiro volume vai, inclusive, ser adaptado para o cinema!). Quem já leu e recomenda?

Continue Reading

Sua Alteza Real

Autora: Danielle Steel

Título Original: H.R.H.

Gênero: Romance

Editora: Record

Número de páginas: 304

Ano da edição: 2012

Christianna é filha do príncipe regente de Liechtenstein, um território entre a Áustria e a Suíça. Como o irmão mais velho está mais preocupado em curtir a vida antes de ser obrigado a assumir a monarquia, a princesa acaba cedendo aos desejos do pai de mantê-la por perto. Porém, depois de uma temporada nos Estados Unidos para cursar a faculdade, meros compromissos sociais, roupas e festas não são o suficiente para Christianna. A princesa resolve então tentar fazer a diferença. Troca o salto alto e os figurinos Chanel por botas de trilha e parte em missão junto à Cruz Vermelha na África. As tragédias vivenciadas em locais remotos mudarão para sempre sua visão do mundo, mas o maior impacto será das pessoas que cruzarão seu caminho.

Não sei quantos livros da Danielle Steel eu já li, mas foram alguns. Achei “Sua Alteza Real” o mais leve deles em termos de carga emocional. Isso quer dizer que quase todas as vezes eu choro muito lendo o trabalho dela. Esta história demorou para me envolver. E creio que só conseguiu porque me identifiquei com o interesse amoroso que surge – lentamente – na narrativa. Difícil não se simpatizar com uma relação à distância considerada impossível quando passamos pela mesma coisa.

Acredito que Christianna não seja um personagem realista o suficiente para permitir a identificação com o leitor. Ela é muito requintada, agradável, respeita e se submete às exigências do pai ao extremo; se controla e se abstém das próprias vontades o tempo todo. Beira tanto a perfeição, mesmo infeliz, que fica um pouco irritante e desumana. Mesmo assim, Danielle Steel ainda consegue a caraterística carga emotiva de suas obras. Ela só demora – muito – para aparecer. É um livro ok para quem já conhece o trabalho da autora, mas não recomendaria como descoberta. Neste caso, prefira Um Longo Caminho para Casa (meu preferido dela até hoje) ou Resgate.

Continue Reading

O Ano em que disse sim

Autora: Shonda Rhimes

Título Original: Year of Yes

Gênero: Desenvolvimento Pessoal

Editora: Simon & Schuster

Número de páginas: 311

Ano: 2015

 

Talvez você não preste atenção nessas coisas e não saiba quem é Shonda Rhimes. Ei, ninguém é obrigado, certo? Mas é provável que você reconheça sim este nome como um dos mais poderosos da TV mundial, como o da criadora e produtora das séries “Grey’s Anatomy”, “Scandal” e “How to get away with murder”. Em seu primeiro livro, Shonda nos oferece uma espiada da mulher por trás desse nome.

Tudo começa quando a irmã resmunga que ela nunca diz “sim” para nada. O tempo passa e vem a negação, a auto-avaliação e a decisão de mudar. Ela resolve, por um ano, dizer a palavra mágica para qualquer coisa ou situação que a assuste, como dar discursos ou entrevistas ao vivo. Porque, contra todas as probabilidades, Shonda Rhimes é – era – uma humana como todos os outros e fugia de qualquer situação desconfortável. E como diz aquela frase no Pinterest: “a vida começa no fim da sua zona de conforto”.

Não é fácil, não é indolor e não é gratuito. Com objetivo de se descobrir e se revelar, Shonda luta contra velhos hábitos, perde amigos (ou pessoas que ela acreditava serem honestas) e questiona cada ação, cada pensamento próprio. E quem nunca passou por isso? Se você ainda não experimentou, está mais do que na hora.

Este livro não é um manual de como “Como Dançar, Ficar ao Sol e Ser Sua Própria Pessoa”. Não tem receita mágica. É uma conversa intimista e inspiradora com uma mulher poderosa, porém insegura. E ao ler sua transformação, começamos a questionar a nossa realidade. Cada um na sua. Ela resolve fazer um especial de uma hora na TV. Você talvez finalmente tome coragem para usar aquela blusa que gosta mas que tem medo dos outros acharem estampada demais.

O livro é legal. É irônico. É o fino limite entre realidade e ficção. É Grey’s.

Simplesmente, é Shonda Rhimes.

Quem já leu ou tem vontade de ler “O Ano em que disse sim”? Gostam das séries da Shonda? Me contem a favorita de vocês nos comentários!

Continue Reading

Pode beijar a noiva

patricia_cabotAutora: Patricia Cabot

Gênero: Romance

Editora: Essência

Número de páginas: 238

Ano da edição: 2010

Emma Van Court ignorou todas as advertências e fugiu para casar-se com Stuart, o jovem idealista que abandonou uma vida de regalos em Londres para virar cura de uma pequena paróquia na Escócia. Seis meses depois, o moço morre e seu primo, o conde James Marbury, viaja ao local remoto na esperança de recuperar o corpo. Ele então se depara com a vida rude que os dois levavam. Vida esta que Emma insiste em manter, assim como alguns detalhes misteriosos do falecimento do marido.

Uma generosa herança está destinada a Emma sob uma condição: ela precisa se casar novamente. A cláusula faz com que todos os homens solteiros da aldeia a cortejem a cada oportunidade. Diante da situação, James esquece a missão inicial e torna o bem estar da jovem viúva a sua prioridade.

Mais uma vez Patricia (que é o pseudônimo que Meg Cabot usa para escrever romances de época) encanta com uma fórmula simples: uma heroína a frente de seu tempo e um moço que tem mais qualidades do que ser rico e bonito. A história é cativante e bem ritmada, envolvente a ponto de me ter feito ficar surpresa ao ver um carro na rua. Não é o meu favorito dela (o título é d’A Dama da Ilha), mas foi uma delícia de leitura.

Quem já leu? Gostam de romances de época? Me contem o favorito de vocês nos comentários!

Continue Reading

Três personagens literários que poderiam ser interpretados por Charlie Hunnam

Meus dias (e noites) acompanhando as atualizações da Comic Con já ficaram há muito tempo para trás, mas estava aqui assistindo algumas entrevistas do Charlie Hunnam e em uma delas foi mencionado a história dele com a adaptação de 50 Tons de Cinza. Ele disse que realmente teria gostado de compartilhar a visão dele do personagem. Eu realmente teria apreciado ver a interpretação dele do famoso Christian Grey, apesar de sempre ter imaginado o Matt Bomer enquanto lia. Foi pensando nisso que resolvi pensar em três outros personagens literários que adoraria ver na pele (e que pele!) de Charlie.

Para quem não o conhece, Charlie Hunnam é um ator britânico de 36 anos, mais conhecido pelo papel de Jax Teller na série de TV Sons of Anarchy (2008-2014), uma das minhas favoritas. Nas telonas, ele apareceu em filmes como: Hooligans (2005), Círculo de Fogo (2013) e A Colina Escarlate (2015). Só não assisti o último porque fiquei com medo kkk. Seu projeto mais recente é Rei Arthur (2017), dirigido por Guy Richie.

Clayton Danvers 

Série “Otherworld” de Kelley Armstrong

Clay é um lobisomem e tem um relacionamento complicado com a protagonista dos livros, Elena Michaels. Inteligente e lindo, anti-social e comandado pelo instinto. Fiz a resenha do primeiro volume para o blog da Sociedade do Livro.

Acho que Charlie claramente tem o sex appeal e o físico que o personagem pede. Além disso, também tem o talento para encarar as facetas mais complicadas e profundas que aparecem  conforme a história avança.

Reilley Stanton

A Dama da Ilha de Patricia Cabot (Meg Cabot)

O nobre recém formado em Medicina abandona a vida em Londres para exercer a profissão em Skye, uma pequena ilha do extremo norte da Escócia, após ser abandonado pela noiva. Ele tem problemas de adaptação e de aceitação pelos habitantes, mas não “abandona o barco” e aprende as particularidades locais com Brenna, a heroína da trama.

Li a obra pensando em Charlie. Só não sei exatamente se porque ele interpretou Raleigh (que lembra Reilley) em Círculo de Fogo e a associação no meu cérebro foi feita automaticamente ou se porque a descrição física do personagem combina com ele. Só sei que adoraria ver uma versão mais suave e quase ingênua dele, que na maioria das vezes interpreta “machões”.

Clif Forestier

Amor em Jogo de Anaté Merger

O ator americano é descrito como uma “beleza ímpar”, de olhos verdes, nariz fino e maxilar bem definido. Quando passa as férias em sua casa em Saint-Tropez, ele contrata uma equipe de garotas para manter ele e seus colegas bem… entretidos. A mocinha da história, Alix, não sabia no que estava se metendo até ser tarde demais.

Clif não é um simples “cafetão” e sua personalidade é um mix dos personagens citados anteriormente. Acho que Charlie seria perfeito para encarar essa duplicidade e deixá-la bem atraente, ao contrário do Gollum hahaha.

Nossa, escrever este post me deu vontade de rever as sete temporadas de Sons of Anarchy!

Vocês conheciam o Charlie? Tem algum personagem literário que eu não citei e que vocês acham que combinaria com ele? Já leram alguns desses livros? Me contem nos comentários!

Continue Reading