Puy du Fou: 7 dicas para aproveitar o parque ao máximo em um dia

Fiquei contente com o retorno que o primeiro post sobre o Puy du Fou teve. Muitas pessoas não conheciam o parque, que é um dos favoritos dos franceses. Um dos objetivos do blog é justamente ajudá-los a descobrir outros lugares além de Paris. A capital é obviamente linda,  maravilhosa e merece ser admirada por dias. Mas as atrações da França não param por aí e quem tiver a oportunidade pode – e deve – explorar mais. E falando em descobertas, o que fiz no outro post foi apenas apresentar o Puy du Fou. Neste, vou dar algumas dicas que foram essenciais para conseguirmos aproveitar o lugar ao máximo e em apenas um dia. No próximo post da série sobre o parque vou indicar as atrações que, na minha opinião, são imperdíveis.

1 – Priorize as atrações

Se você não quiser seguir mais nada do que está escrito aqui, preste atenção pelo menos nesta dica. O Puy du Fou tem umas 20 atrações e todas têm horário marcado para começar, não é só ficar na fila e esperar a sua vez de entrar. De forma geral, são apenas umas quatro apresentações no dia inteiro. Se você não se organizar antecipadamente, corre o risco de não ver algo que gostaria muito. Então pesquise no site deles antes e veja no mapa as localizações dos locais que você quer visitar. Saiba que dificilmente você vai conseguir atravessar o lugar todo em 10 minutos, ainda mais se estiver lotado. Programe algo do tipo visitar metade do parque na parte da manhã e a outra parte durante a tarde. Além disso, o número de lugares é limitado na maioria das atrações e o recomendado para as mais populares é chegar com 30 minutos de antecedência para conseguir assistir.

Não esqueça de levar o seu planejamento com você! E não deixe de andar com um cronograma da temporada, porque pode acontecer de você perder um espetáculo e ter que achar um “tapa buraco”. Foi assim com a nossa primeira atração. Chegamos para ver os “Vikings”, mas já estava lotado. Então fomos para o “Les Chevaliers de la Table Ronde”. E fomos nos adaptando o dia inteiro assim, sempre consultando os horários.

2 – Escolha um dia de menor frequentação

A lógica é simples. Se você quer optimizar o seu dia no parque (vamos partir do princípio de que você não vai dormir no local, ok? Se for fazer isso, melhor ainda), quando menos pessoas tiverem afluindo por todos os lados, melhor. Por isso, se puder, prefira ir ao parque no começo da semana do que a partir de sexta-feira, por exemplo. A probabilidade da galera querer aproveitar o fim de semana lá é maior. O inconveniente disso é que você não poderá ver o espetáculo da “Cinéscénie”, encenado apenas às sextas e sábados, de Maio à metade de Setembro.

O mesmo vale para o período do ano. O parque só abre de Abril a Setembro, mas a frequentação é maior durante o mês de Agosto, que é a alta temporada do verão e quando “todos” os franceses tiram férias (sério, parece que o país para). Mas a frequentação é algo que não dá para adivinhar, né? Quando fui, era a primeira segunda-feira de Agosto e estava relativamente tranquilo.

3 – Chegue logo na abertura

De novo, o raciocínio lógico: quando mais cedo você chegar, mais tempo vai ter para aproveitar o parque, que abre às 10 horas da manhã (tardinho até, né?). Assim você consegue estacionar o carro perto da entrada (gratuitamente) e tem um tempinho para andar pelo parque antes de começar a ver um espetáculo atrás do outro. Isso é importante principalmente para quem vai em grupo, assim dá tempo de definir um ponto de encontro caso alguém se perca ou decida fazer algo diferente.

4 – Preste atenção na posição do sol

Muitas atrações são a céu aberto. Então tente controlar o desespero de encontrar logo um lugar e preste atenção se alguns assentos estão na sombra. Pode parecer bobeira, mas mesmo que você esteja preparado (veja o próximo tópico), ficar sentado no sol do meio dia por meia hora, 45 minutos, não é muito confortável. Esta dica é especialmente preciosa para quando você for na arena. O espetáculo é bem longo e sofremos bastante com o calor, mesmo sendo de “Hellbeirão Preto ( interior de SP) e estando acostumados com o inferno. Hahahaha. Só ficava ainda mais sofrido vendo a outra metade da arena toda tranquila na sombra.

5 – Não deixe de levar essas duas coisas

Acho meio óbvio recomendar roupas confortáveis para ficar o dia inteiro num parque de atrações, então vou dar uma de mãe (Ahahaha) e falar que você precisa sim levar duas coisas: chapéu/boné e blusa de frio. Não questione, apenas coloque isso na sua mochila (mesmo que for no meio de Agosto) e me agradeça depois.

6 – Leve também comida e água

Também é coisa básica para quem está acostumado a ir neste tipo de lugar, mas não deixe de levar água por nada neste mundo. Também vale muito a pena levar comida, sandubas e afins. O parque tem restaurantes, mas muita gente – muita gente mesmo – arruma uma sombrinha durante o dia, senta na grama e faz uma farofa geral.

7 – Preste atenção nos horários de funcionamento dos restaurantes

Resolveu ir num restaurante (o parque tem vários), beleza! Mas preste atenção nos horários de funcionamento. Enquanto a maioria está aberta na hora do almoço, muitos só servem até às 20h (e o parque fecha às 22h30). Para informação, nós almoçamos no Le Bistrot e estava uma delícia.

Ufa! Eu tinha avisado no primeiro post que ainda tinha muita coisa para falar do Puy du Fou. Tinha incluído tudo aqui, mas ficou enorme demais. Então no próximo post desta série, vou recomendar minhas atrações favoritas. Fique de olho aqui no blog!

Espero ter ajudado quem se interessou e pretende visitar o parque a se organizar e a ter uma melhor noção do que esperar. Se ficou alguma dúvida, não deixe de entrar em contato! Se você já foi em algum parque de atrações e tem outra dica para quem está se preparando, compartilhe aqui embaixo.

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5 dicas para ter a pele perfeita

Não sou dermatologista e nem tenho nenhuma formação estética, então minhas dicas para ter a pele perfeita são baseadas nas minhas descobertas, orientações profissionais personalizadas e testes com diferentes produtos. Sofri por muitos anos com as imperfeições da pele do meu rosto, fiz de tratamento homeopático a Roacutan e hoje finalmente estou contente com o que vejo no espelho. Quando uso o termo “perfeita”, quero dizer o melhor estado natural da sua pele e não aquela impressão comercial das revistas, sem poros e marcas.

Claro que a melhor recomendação de todas é procurar um dermatologista, mas ao longo dos anos reparei que o melhor estado da minha pele é uma consequência dos meus hábitos e resolvi compartilhar com vocês o que faz a diferença para mim.

1 – Determine o seu tipo de pele

Seca, mista ou oleosa? Estas são categorias básicas de tipos de pele, mas além disso ela pode ser sensível, desidratada ou ter condições especiais que você precisa conhecer. Isso vai te ajudar a escolher o produto ideal dentre os zilhões disponíveis no mercado. Também vai te fazer entender que não adianta seguir a recomendação da blogueira X, que tem pele seca, se a sua é oleosa. As necessidades são diferentes e o resultado não será o mesmo.

Saiba também que as condições da sua pele podem (e provavelmente vão) mudar conforme as temperaturas do ambiente oscilarem, como ficar mais oleosa durante o verão. Sabendo disso, você já vai ter em mãos o que for necessário.

2 – Mantenha uma rotina de cuidados

O básico do básico é lavar o rosto duas vezes por dia, de manhã e à noite. Não venha com desculpas para não fazer isso, dá até para fazer no banho (se a água não estiver quente). Mantenha esta rotina de cuidados. Pode parecer uma perda de tempo, mas quando este hábito estiver incorporado no seu dia a dia, vai ser como escovar os dentes.

Também é interessante saber como a sua pele reage à esfoliação. Talvez uma vez por semana seja o suficiente, mas quem sabe duas vezes possa ser o ideal. Colocar uma máscara logo após também é legal. O tipo de ação vai depender das suas necessidades, mas o importante é manter a regularidade.

Extra: Se for possível, reserve uma toalha apenas para secar o rosto. Não use a mesma para enxugar as mãos. Tem dermatologista que recomenda até o uso de papel toalha.

3 – Evite mudar de produtos com muita frequência

Eu amo, amo testar coisas novas no rosto. Mas quando deixo os meus produtinhos de sempre de lado por muito tempo, minha pele reage à agressão. Então quando encontrar um sabonete e um hidratante (com proteção solar!) que funcione, não precisa querer mudar todo mês! Lembre-se também que a maioria dos produtos leva um certo tempo para agir. Não desanime se não ver resultados positivos de uma dia para o outro.

4 – Analise o seu reflexo

Mas pode acontecer de você insistir no uso de um produto (talvez porque foi caro) e a sua pele mostrar sinais de rejeição. Uma dica que faz parte do meu quotidiano é olhar no espelho e buscar por melhoras ou, ao contrário, indícios de que as propriedades de tal creme não são compatíveis com minhas necessidades. Vermelhidão, pipocamento, ardência ou espinhas podem ser alguns alertas. Interrompa o uso do produto e verá se ele é a causa. Isso funciona especialmente quando você introduz um novo produto numa rotina estável.

5 – Hidratação e nutrição

Eu não entendi isso até o fim da minha adolescência e provavelmente sofri mais do que se o tivesse feito, mas entenda de uma vez por todas de que o que você come tem um impacto na sua pele. Não é que chocolate dá espinha. Mas se você comer chocolate e mais um monte de porcaria, sua pele vai reagir a isso. Se você não beber água o suficiente, seu rosto vai mostrar isso. Nossa pele também pode reagir a alterações hormonais, mas isso só piora se não tomarmos cuidado com o que ingerimos. Preste atenção nos nutrientes e hidrate-se! 

Acho importante tomarmos conta da nossa aparência e da nossa saúde (não se esqueça de que a pele é o nosso maior órgão), mas é importante ter expectativas realistas, ainda mais quando não temos a oportunidade de fazer todos aqueles tratamentos estéticos. Aprenda a apreciar a sua beleza e a ver a perfeição no seu estado natural. Tem mais alguma dica que de hábitos que melhoram a pele? Conte aqui nos comentários!

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 3 dicas para levar uma vida mais consciente

Comentei no primeiro post de 2017 que a minha única resolução para o ano novo era tomar decisões mais conscientes. Desde que escrevi isso, foi como se realmente tivesse marcado o meu cérebro com esta ideia e comecei a engolir informações, pesquisar mais e expandir os meus interesses. O que aconteceu? Entrei em crise existencial.

Foram muitas referências ao mesmo tempo sobre diversos assuntos e eu fiquei perdida. Me acalmei, (acho que) encontrei um centro novamente e resolvi compartilhar essas dicas – até comigo mesma – para que você possa fazer mudanças em sua vida e se importar com o mundo sem enlouquecer.

1- Escolha um assunto prioritário para começar

Eu deveria ter previsto isso, mas o que aconteceu foi que comecei a me preocupar com a alimentação. Depois abri os olhos para a indústria por trás do modelo fast fashion. Em seguida passei para o teste de cosméticos em animais. Isso em duas semanas. Foi aí que comecei a ter vontade de parar de viver (ok, exagero). Então a primeira dica é: se você quer mudar seus hábitos, foque em uma coisa de cada vez. Não dá para ser consistente se você está perdido(a) e sem saber o que fazer nem por onde começar.

2- Seja paciente consigo mesmo(a)

Acho este ponto particularmente importante quando falamos de alimentação. Cortar carne vermelha, por exemplo, não é nenhum sacrifício para mim porque nunca fui amante. Já abandonar aquele chocolate ao leite que só tem coisa que não presta é um martírio. Tudo bem ir aos poucos, se acostumar com outros sabores e abandonar os velhos hábitos. Dar aquela escorregada também não é nada grave.

Esta marca de cosméticos que está no seu banheiro testa em animais? Não adianta nada jogar fora, é desperdício. Preste mais atenção quando for comprar um novo. Deixou de fazer o esporte por preguiça? Levante do sofá assim que der e compense. Leve um dia de cada vez. Dizem que são necessários 21 dias consecutivos para criar um novo hábito. Ou seja, sua vida não vai mudar do dia para a noite.

3- Não imponha aos outros a sua nova visão

Quanto tempo você levou para mudar de opinião? Não espere que todo mundo esteja pronto – ou queira – ver o mundo da maneira que você o está enxergando agora. Troca de opiniões são sempre bem vindas, mas apenas se nenhuma das partes estiver na verdade mais preocupada em ganhar o argumento. Viva da maneira que lhe parecer mais justo com as suas crenças e esteja disposto a compartilhar (isso significa falar e também ouvir) conhecimentos.

Gente, este post na verdade me ajudou a organizar as ideias! Hahaha Fico feliz em poder compartilha-lo com vocês. Me contem nos comentários: como estão as resoluções de Ano Novo de vocês? (Caso tenham resolvido fazer alguma.) E se tiverem mais dicas, não deixem de compartilhar.

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5 perguntas que você precisa se fazer antes de decidir morar fora do Brasil

Viver no exterior é o sonho de muita gente. Porque parece que fora do nosso país as coisas dão mais certo. Porque poderíamos ter as coisas que no Real custam um absurdo. Porque temos a impressão de que pilantra só existe no nosso quintal. Porque não tem trabalho e nada dá certo. Ou não. É apenas vontade de apostar em algo novo. Uma tentativa de se virar sozinho, de se perder e de se lançar no desconhecido. Mudar de cultura, de mentalidade, de ares.

Seja qual for o motivo – e existem milhões -, sair do Brasil e ir morar fora é o objetivo de muitos. Também era o meu. Não estou falando sobre fazer uma viagem ou um intercâmbio. Este post é dedicado àqueles que querem empacotar tudo e comprar apenas uma passagem de ida.

Não peço para que se faça estas perguntas com o objetivo de te desencorajar e nem para te deixar com dúvidas ou mágoas. Quero apenas que você coloque estes pontos na balança. Quero te ajudar a decidir se partir ainda é a melhor opção. Considere isso como um conselho de amiga. Aquela amiga às vezes chata que fala algumas verdades que você não quer ouvir. Mas amiga mesmo, porque se no final você ainda responder “sim” ao sonho de ir embora, eu vou te apoiar 100%.

1- O que vou fazer lá?

As exigências variam de acordo com o país, mas fato é que caso queira entrar e ficar legalmente em outro território, você precisa seguir determinadas regras. Ok, você vai fazer um curso do idioma local. Mas e depois? Se pensa em arrumar um trabalho, considere que não é fácil as empresas se responsabilizarem por um estrangeiro. Já é difícil arrumar emprego quando você tem toda a documentação, imagine dependendo do empregador para obter os papéis.

A parte burocrática deve sim pesar muito na sua decisão caso ainda não tenha visto de residência, nacionalidade e etc. Considere também a orientação do governo do país onde pretende viver, pois a política mais rígida (nacionalista) – ou não – vai influenciar nas condições para obter documentos que lhe permitam ficar legalmente no país.

2- Tenho dinheiro o suficiente?

Viajar não é barato. Qualquer pessoa que já se aventurou sabe disso. Mudar para outro país – com o Real cada dia menos valorizado – é mais caro ainda. Você terá as mesmas despesas que tem no Brasil. Ok, talvez não tenha mais que manter o seu carro, mas vai ter que incluir na conta o transporte público. E não, você não vai aguentar comer lanche todos os dias pelo resto da sua vida.

O que eu quero dizer é: pagar as contas e cumprir compromissos é a mesma coisa em todos os lugares do mundo. Se você está com dificuldades para não ficar no vermelho no Brasil, como esta situação pode melhorar no exterior?

3- Sei ficar bem sozinho(a)?

Se ao chegar você for acolhido por amigos e/ou familiares, pode desconsiderar este questionamento. Mas se for se aventurar sozinho, você aguenta a solidão? Sabe se virar nos perrengues? Claro, nada te impede de ter um novo círculo de amizades no novo endereço. Mas a não ser que seja muito (muito) extrovertido e der muita (muita) sorte, isso leva um tempo. Até lá, tudo bem abraçar só o travesseiro quando quiser chorar?

Não estou sendo pessimista, não quero que você chore. Mas você vai passar por tantas mudanças… Se tudo for 100% maravilha para você, então por favor entre em contato e me ensine! E não falo deste tópico só pela tristeza. Alegria compartilhada é mais gostosa. O Skype, as fotos no Facebook e os snaps são o suficiente para você? Tudo bem não ter ninguém com você no dia do seu aniversário, no Natal ou você perder o Dia das Mães e o primeiro aniversário do seu sobrinho? Se prepare também porque aquelas pessoas queridas que ficaram no Brasil vão seguir a vida sem você. 

4- Conheço a cultura do lugar onde pretendo ir?

Esqueça os clichés dos filmes ou o que você acha que já sabe. Você conhece realmente a cultura, as tradições e as regras sociais do lugar onde quer morar? Pode ser algo menos grave, que não vai te prejudicar, tipo saber que aqui na França a gente não dá beijinho no cabeleireiro. Só aprendi isso na prática e passei vergonha, mas acabou por aí. Pode ser também saber que a sua maneira de se vestir deve mudar, ou que você não pode manifestar afeto na rua. Em alguns lugares a penalidade pode ser mais grave do que simples bochechas coradas. Pesquise, pergunte e se informe.

5- Estou preparado(a) para fazer sacrifícios?

Cresci ouvindo dos meus pais que a vida é difícil. Achava que isso era só pessimismo deles. Hoje, com um pouquinho mais de maturidade, já consigo ver que é um fato. Para alcançar objetivos é preciso fazer sacrifícios. Os outros verão o que você conquistou e vão ignorar a luta, mas você saberá. Enfim, isso acontece no mundo todo. Entende? Não é saindo do país que a sua vida vai ficar mais simples.

E aí podem vir também os sacrifícios mais práticos. Por exemplo: talvez no Brasil você tenha uma ajuda na hora da faxina ou na lavanderia. Lá fora (a não ser que você tenha dinheiro, claro), fica muito mais caro ter este tipo de serviço. Ou seja? Mão na massa. A mordomia acaba quando você cresce e resolve bater asas. 

E aí, pensou? O que você quer fazer?

De novo: não quero desencorajar ninguém. Mas quero sim que você tome uma decisão consciente, pesando os positivos e os negativos. Claro que existe o lado bom. Só que este já está lá no Instagram para todo mundo ver.

Mora ou já morou no exterior e acha que deixei uma questão de fora? Comente! Vamos trocar experiências.</>

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5 dicas para aprender um novo idioma

Aprender um novo idioma é mais do que ser capaz de dizer frases em outra língua. É entender uma cultura, se familiarizar com expressões até então desconhecidas e enriquecer as nossas referências. Mas todo esse conhecimento, para muitas pessoas, não é adquirido facilmente. É preciso muito trabalho, dedicação e disciplina. Me considero muito sortuda por ter tido a oportunidade de passar por esse processo com o inglês e o francês, por isso resolvi compartilhar com vocês cinco dicas que me trouxeram sucesso no aprendizado de novos idiomas.

1- Faça uma imersão, mesmo que apenas por algumas horas

Claro que a condição ideal para aprender um idioma é ficar um tempo onde há nativos. Mas mesmo que você não possa (ainda!) arrumar as malas e se mandar, valorize o tempo que você passa estudando. Isso quer dizer: não use o português! Mesmo quando não estiver conversando, olhe o ambiente ao seu redor, tente descrevê-lo mentalmente na outra língua, pense nas características das pessoas, analise o que os outros estão dizendo. Você usaria as mesmas palavras? Aos poucos você vai treinar o seu cérebro a processar as informações diretamente no novo idioma.

2- Entenda como você aprende

Para isso você precisa se observar e fazer uma auto-avaliação. Você absorve mais quando ouve, quando vê ou quando repete uma informação? Por exemplo: aprendi com o tempo que memorizo a pronúncia das palavras ao ouvi-las. Ou seja, reparava nisso quando assistia filmes ou séries e prestava muita atenção na conversa alheia no transporte público nos EUA e aqui na França (ok, faço isso até no Brasil! hahaha). A moral da história é se conhecer e tornar o processo mais eficiente para você.

3- Não anote tudo

Talvez seja uma dica um pouco mais pessoal, mas o fato é que a repetição nos ajuda a memorizar. Pois então, não escreva a tradução de cada palavra na margem do livro. Olhe no dicionário e deixe para lá. Se você não gravou, vai ter que pesquisar novamente, já que a resposta não vai estar ali. O esforço é maior, claro, mas ajuda a tornar o processo de aprendizagem mais rico. Você vai memorizar o significado nem que for por preguiça de procurar no dicionário de novo! Hahaha

4- Tenha um dicionário 

Sou old school em algumas coisas e uma delas é o dicionário. Mas se você preferir o celular, tudo bem, apenas não deixe de tê-lo por perto e dê preferência aos monolíngues (tipo inglês-inglês e não inglês-português). Pode parecer muito difícil no começo, mas ter a definição da palavra no mesmo idioma vai te ajudar a enriquecer o vocabulário. Mas não abuse. Antes de pegar o dicionário, analise a palavra desconhecida e o contexto em que ela está inserida. Brinque de adivinhar se ela tem um sentido positivo ou negativo antes de buscar a resposta. Isso vai te ajudar a ficar independente do dicionário ao longo do tempo, mesmo que encontre uma palavra desconhecida no meio do caminho.

5- Não tenha medo de errar!

Coloque algo na sua cabeça (eu também preciso colocar isso na minha): você não é nativo e por isso vai ter sotaque, vai cometer alguns erros gramaticais e pode até não entender algumas referências. A adaptação vem com o tempo. O mais importante é se comunicar. Arrisque. Mesmo que você cometa erros, vai conseguir passar a mensagem, ou pelo menos o sentido dela, se estiver calmo(a). Se quem estiver ouvindo tiver boa vontade, poderá te entender independentemente dos erros e até te ajudar com o vocabulário.

Extra: Quando morei nos Estados Unidos, fiz uma amizade com uma moça do Alasca (Alasca!) e comentei que o que eu queria mesmo era perder o meu sotaque. E ela me disse algo que me marcou para sempre: “eu espero que você mude de objetivo. O seu sotaque faz parte de você, de onde você veio. Ele conta a sua história. Você não precisa ter um sotaque americano. Mantenha isso que é único em você, vale muito mais do que um sotaque padrão”.

Fica a dica!

Vocês já tinham pensado nisso? Se você já aprendeu (ou ensina!) outro idioma, compartilhe suas dicas nos comentários! Vamos nos ajudar!

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