Se você me segue no Instagram @jujgarzon sabe que eu e meu marido acabamos de voltar de Roma. Passamos um fim de semana prolongado na capital italiana para comemorarmos nosso primeiro ano de casamento. Foi uma “Lua de Mel express” pois neste ano não conseguiríamos fazer a sonhada viagem para a Grécia. Para não “passar em branco”, resolvemos investir uma parte dessa nossa verba em um destino que ficasse há cerca de de 1 hora de vôo de Nice. Chegamos lá na sexta à noite e fomos embora no final da tarde da segunda-feira seguinte. Foi uma primeira estadia rápida, porém suficiente para aproveitar a cidade e ficar com vontade de voltar. Vou compartilhar, então, o que fizemos por lá. Porém antes disso, acho que vale a pena falar um pouco sobre o planejamento e como as leis européias nos ajudaram nesta viagem.

Old school: Mapa e listas

Sou daquelas que prefere um modo de viagem mais freestyle. Planejar me dá certa angústia. Porém como não ficaríamos muito tempo em Roma, era essencial saber pelo menos em qual direção ir. Minha primeira medida foi comprar um mapa, pois já contei aqui o desespero que foi ficar sem internet no celular em outro país. Mas isso foi antes de entrar em vigor a nova lei que estabelece o fim do roaming entre a maioria dos países Europeus. Isso significa que o plano que tenho aqui na França funciona de certa forma também na Itália. De qualquer maneira, o mapa foi bem útil.

Para conseguir planejar um pouco, recorri ao roteiro de dois dias dos colegas do blog Roma Pra Você. Acompanhando com o mapa, consegui ter uma melhor noção de onde estariam as principais atrações e como reparti-las ao longo da estadia. Adaptei o que é proposto nos posts à nossa realidade e disponibilidade. Apesar de queremos ver o máximo possível, esta viagem ainda era uma Lua de Mel e o objetivo não era ficar se descabelando para ver isso ou aquilo.

Também fiz uma lista de restaurantes, indicando perto de qual atração eles estavam, o preço médio do prato e a especialidade. Peguei alguns endereços pelo Instagram (sabe quando uma blogueira está numa cidade e pede dicas? Aproveite os comentários!) e outros encontrei pesquisando na internet. O objetivo era ter uma direção para ir quando batesse a fome, baseado em nossa localização.

Em termos de documentação, levei o meu passaporte e o meu “titre de séjour” francês (que atesta a minha estadia legal no país). Não fomos controlados em nenhum momento. Outra precaução que tivemos foi pedir o Cartão Europeu de Seguro de Doença. Nada mais é do que um seguro saúde válido para o território, disponível para residentes que já beneficiam de uma cobertura local. Fizemos o pedido com um mês de antecedência pela internet (mas isso talvez dependa do país de residência) e o envio é gratuito. Ele é válido por dois anos e pode ser renovado após vencido o prazo. As informações sobre o cartão para quem mora na França estão aqui.

Direito dos passageiros na Zona do Euro

No que diz respeito às passagens, não teve segredo. Pesquisamos e escolhemos a cia aérea pelo preço. Voamos com a Easyjet e gastamos menos de 130€ nas passagens (ida e volta para duas pessoas, sem despachar mala). Na ida tivemos mais de 3 horas de atraso. O inconveniente no fim das contas virou presente, porque aplicando-se outra nova lei Européia quanto aos direitos dos passageiros, está previsto uma compensação de 250€ por passageiro! Isso porque o atraso foi de 3h14, o motivo foi um problema de equipagem e o destino estava a menos de 1.500 km de distância. Os valores de reembolso variam de acordo com o caso. Mas dinheiro não cai do céu, é preciso fazer a reclamação junto à cia aérea. No caso da Easyjet, o formulário foi preenchido pelo site deles mesmo.

Na hora de escolher o hotel, investimos na estética e no café da manhã. Afinal adoramos comer pela manhã e, novamente, é a uma Lua de Mel. Pesquisando sobre a localização, decidi que seria mais prático – principalmente na hora de voltar – se o estabelecimento estivesse nos arredores da estação Termini. Optamos por ficar no Britannia e reservamos pelo Booking. Se tiverem interesse, posso falar mais sobre o ele. Lembrando que utilizando o link abaixo para fazer a sua reserva de hotel, você ajuda na manutenção do blog sem pagar mais por isso.

Reserve o seu hotel em Roma com o Booking

Ainda no espírito de Lua de Mel, ao invés de chegar durante à noite (que acabou virando madrugada) em um lugar desconhecido e ter que se virar para chegar até o hotel, optamos por reservar um transfer privado (por intermédio do Britannia). Acredito que não o teríamos feito se fosse uma ocasião especial, mas foi uma pequena “mordomia” que nos deu tranquilidade, ainda mais depois de enfrentar o atraso do vôo. Já para a volta, pesquisei opções mais em conta e escolhemos pegar o ônibus até o aeroporto Fiumicino (falarei mais sobre isso no roteiro do terceiro dia).

O último preparativo que fiz para este fim de semana prolongado em Roma foi comprar antecipadamente os ingressos para o museu do Vaticano. Li em todos os lugares que era importante fazê-lo para evitar filas. Com uma semana de antecedência, reservei o nosso para o sábado às 11:30 (já não havia horários disponíveis antes disso). O museu fecha aos domingos. Sou a única que acha muito estranho uma parte do Vaticano estar fechada aos domingos? Hahaha. Isso feito, foi só começar a contar os dias para a viagem finalmente chegar.

Acabei falando tanto dos preparativos, que deixarei os conselhos para outro post. Descobri tantas vantagens da Europa nesta viagem que valia a pena compartilhar. Se tiverem alguma dúvida específica sobre algum dos temas, posso falar mais, é só deixar nos comentários. Quero saber: como vocês preferem viajar? Planejando tudo certinho, dando uma pincelada ou freestyle total? Comentem!