Apenas os tolos não mudam. Não mudam de opinião, de manias, de amores e de medos. Acham que o próprio mundo é o suficiente. O mesmo espaço, as mesmas pessoas, os mesmo hábitos. Já os loucos são aqueles que não param. Não param em um lugar, em uma ideia e nem em uma conversa.

Mas a tolice mais louca que existe é achar que somos um dos dois: ou tolos ou loucos. Uma coisa ou outra. Branco ou preto. Oito ou oitenta. Querer se definir – ou definir os outros – com apenas um adjetivo é muito pouco. Ou demais.

Talvez ela seja tola por não querer mudar de cidade, mas louca de amores pela terra natal. Talvez ele seja louco pela moça, mas talvez lhe falte tolice para viver com ela. Você pode ser tolinho. Eu posso ser lokona. Para isso ou por aquilo. Cada um tem a sua bobeira. Cada um conhece a própria insanidade.

Os espertos são aqueles que de tolice em tolice vão se enlouquecendo pela vida – pela própria vida. Os menos espertos… bom, estes apenas escondem as próprias loucuras atrás das tolices e chamam os outros de loucos.