Direção: Marti Noxon

Elenco: Lily Collins, Keanu Reeves, Liana Liberato

Gênero: Drama

Nacionalidade: EUA

Ano de lançamento: 2017

Em “To the bone”, Ellen é uma jovem artista introvertida e amargurada que tem anorexia. Anos de tratamentos ineficientes só funcionaram para aumentar a obsessão com o próprio peso. Em uma última tentativa desesperada, sua madrasta a inscreve em um programa liderado por um médico (Keanu Reeves) considerado pouco convencional. Ellen vai então morar com um grupo de desconhecidos, também com distúrbios alimentares, e passa a ser confrontada com a origem do problema de auto-aceitação.

A protagonista Lily Collins e a própria diretora (e roteirista) Marti Noxon têm históricos relacionados com a doença. Isso torna a história e a interpretação ainda mais intensos. O assunto não é tratado de forma leviana. Apesar de ter momentos de humor – ainda que ácido -, “To the bone” tenta nas quase duas horas de duração mostrar como a anorexia é complexa, abordando também a origem e o impacto que ela tem na vida dos outros membros da família. Destaque neste quesito para os depoimentos da irmã mais nova, Kelly (Liana Liberato).

Li em algum lugar uma crítica dizendo que “To the bone” romantizava a anorexia. Uso este espaço para discordar. Do ponto de vista de alguém que não teve contato (consciente) com a doença, achei o relato, apesar de fictício, denso e cru. O filme chega até a ter elementos que podem ser encontrados em uma comédia romântica, sim: mocinha deslocada que muda a rotina e em determinado ponto encontra mocinho que a compreende/ quer ajudá-la. Mas acho injusto dizer que isso deixa a história mais leve ou que a relação (se é que podemos chamar de tal) rouba a atenção do tema.

“To the bone” está disponível no Netflix. Já assistiu? Vem conversar comigo e deixe o seu comentário contando o que achou do filme!