No fim do ano passado, a polêmica envolvendo a composição “tradicional” dos desodorantes e uma possível relação com a câncer de mama voltou a ser assunto na mídia (pelo menos na francesa). Isso porque, em Setembro de 2016, foi publicado um estudo no International Journal of Cancer demonstrando que o cloreto de alumínio, presente em muitos produtos, favorecia o desenvolvimento da doença.

No Brasil, o parecer do Inca (Instituto Nacional do Câncer) é de que “deve-se considerar que ainda não há estudos suficientes nem conclusivos que comprovem a associação positiva entre a exposição a parabenos e a presença de danos no DNA que poderiam levar ao câncer”. Nós falamos sobre isso aqui em casa na época e reparei na composição dos desodorantes que utilizava. Foi aí que meu marido pediu para eu tentar usar um produto natural, por via das dúvidas. Achei fofo.

Achei fofo, mas enrolei. Porque o Rexona já tá ali no supermercado, mesmo. Porque gosto do cheirinho do Dove de laranja sanguínea. Porque o Nivea não marca na roupa preta. Meses passaram e foi só no começo deste mês de março que resolvi experimentar um desodorante natural. Escolhi dois da marca Schmidt’s (comprei na Oh My Cream), em embalagens diferentes, para testar.

Desodorante Natural Schmidt’s (12€, 92 gramas em stick e 56,7 gramas em pote): “absorve odores e humidade graças a sua fórmula 100% natural. A textura não é grudenta nem oleosa, contém manteiga de karité para hidratação e bicarbonato de sódio para neutralizar odores. O pó de araruta é utilizado para absorver a humidade sem impedir a transpiração. Para uma ação de proteção e conforto, os desodorantes também contém manteiga de cacau.”

Primeiras impressões

Escolhi a versão stick com perfume de bergamota e limão e o potinho com perfume lavanda e sálvia. Os dois têm um cheiro delicioso e suave. As embalagens são simples e contém bastante produto. A versão stick é claro bem mais prática. O potinho vem com uma espátula que você usa para pegar o produto, colocar na mão, esquentar e depois passar nas axilas. Achei uma consistência diferente e queria experimentar. Pensei que seria mais fácil durante o inverno, mas acaba fazendo uma “baguncinha”. Sobre manchar a roupa, é só esperar ele secar um pouquinho que não fica marca – tanto no preto como no branco.

É bom?

Vou perder um pouquinho da classe e falar claramente: o sovaco fica muito cheiroso. Hahaha. Mas sério, principalmente com o de bergamota e limão, que virou o meu cheiro e embalagem preferidos. Tenho hábito de passar desodorante o tempo inteiro (um dos motivos também para tentar algo mais natural), mas mesmo com um intervalo maior entre as aplicações não sinto odor nenhum. Aliás, não fica fedido nem depois de fazer exercício físico. Ok, eu não treino para uma maratona, mas depois de uma caminhada de uma hora continuei não tendo problemas neste sentido.

Porém a ação antitranspirante é bem fraca. Falando nisso, para mim era tudo uma coisa só; só que não. Foi com o parecer do Inca que aprendi que desodorante e antitranspirante são produtos com ações diferentes. E aí dá até para entender que o Schmidt’s tenha um cheiro tão bom mas não consiga segurar a humidade (apesar de prometer fazê-lo). Concluo então que estes desodorantes são aliados perfeitos para o dia a dia de trabalho no escritório ou em casa. Na hora de fazer um treino ou de se movimentar muito, é melhor procurar um produto com ação antitranspirante mais eficiente.

Gosta de desodorantes naturais? Recomende nos comentários a marca você usa. Conte também se já reparou na lista de ingredientes dos produtos do seu banheiro ou se este post chamou a sua atenção para isso!