O Vale do Loire é conhecido como a “Terra dos Reis”. São mais de 300 castelos ao longo do rio, que é o mais extenso da França. Ou seja, visitá-los em uma road trip de um dia é tarefa impossível. Mas oportunidade de ver um pouquinho veio em setembro de 2015, quando voltávamos da Disneyland Paris. Ao invés de fazer o trajeto direto Paris-Nantes (onde morávamos na época), resolvemos explorar esse lugar incrível, que é inscrito como Patrimônio Mundial da UNESCO com o título de “Paisagens Culturais”.

A decisão foi tomada em cima da hora, então não deu tempo de planejar nada além de consultar uma lista qualquer (com um 3G horrível) e ver o que dava para incluir no nosso caminho. Fomos no improviso, mesmo. Normalmente eu gosto deste estilo de turismo, mas não o recomendo para um passeio pelo Vale do Loire. São muitos lugares maravilhosos e tanta história envolvida, que vale a pena estudar e pesquisar para definir o que você tem mais vontade de ver. Também leve sempre em consideração o período (alguns locais podem fechar durante o inverno) e os horários de abertura se quiser visitar o interior.

A catedral de Orléans.

Voltando à nossa road trip: partimos de Paris direto para Orléans. Esta cidade marcou o início da liberação da França da invasão inglesa durante a Guerra dos Cem Anos por ninguém menos que Joana D’Arc, em 1429. O feito da heroína é celebrado até hoje durante as “Festas Johanniques”, realizadas cada ano entre 29 de abril e 8 de maio. Demos uma voltinha no centro da cidade mas não ficamos muito tempo. Afinal, o objetivo era visitar o máximo de lugares até chegar em casa.

Chambord

De lá fomos direto para Chambord, o único castelo que era “exigência” desta viagem. Pela foto dá para entender o motivo. A estrutura colossal toda simétrica tem 440 quartos, 156 metros de largura e 56 metros de altura. Ele começou a ser construído durante o reinado de François I que, pasmem, ficou ali apenas cerca de 50 dias. Cogita-se que este é o único imóvel construído a partir de desenhos de Leonardo Da Vinci.

As escadarias em forma de hélice são uma particularidade mítica, situadas exatamente no centro do castelo. A “mágica” é que quando duas pessoas começam a subir ao mesmo tempo em cada extremo, elas podem se ver através das janelas, mas seus caminhos nunca vão se cruzar. Além do interior cheio de detalhes, também vale a pena explorar todo o domínio e visitar os jardins.

Pelo tamanho deste lugar, dá para imaginar que Chambord “roubou” a maior parte do nosso tempo. Foi o único castelo que conseguimos visitar por dentro. Apesar de não ser maravilhosamente decorado como Versailles (alguma coisa nesse mundo é como Versailles?!), vale muito a pena.

Blois 

De Chambord fomos para o castelo de Blois. O castelo reúne estilos da arquitetura do século XIII até o século XVII e recebeu de sete reis e 10 rainhas da França (entre eles, Anne de Bretagne – clique para conferir o post sobre ela,  Henri II e Catherine de Medicis! #Reignfangirl). Escrever este post só me deu mais tristeza de não ter conseguido entrar (já estava fechado quando chegamos).

Amboise

Já com a luz do sol indo embora, a última parada foi Amboise. Leonardo Da Vinci passou seus últimos anos de vida na mansão Clos Lucé, que faz parte do domínio. Lá ainda estão algumas de suas invenções. A tumba de Da Vinci está na cripta da capela Saint-Hubert, anexa ao castelo. Também vale explorar os arredores, já que algumas casas ainda conservam a estética medieval.

As possibilidades no Vale do Loire são imensas. Este site pode te ajudar com ideias e informações básicas de alguns dos castelos mais importantes/populares e até com proposições de roteiros, mas não é completo. Então repito: estude e pesquise para definir o que mais te interessa. E preste muita atenção durante a viagem, a paisagem sempre reserva uma surpresa!

Quem gosta de road trips? Vocês também tentam aproveitar o trajeto para explorar ou só querem chegar ao destino o mais rápido possível? Se já visitou o Vale do Loire, dê sugestões e recomende nos comentários os castelos que você considera “imperdíveis”!