Fiquei sabendo sobre “Reign” pela Karol Pinheiro. Coincidiu com a época em que estava terminando “Orange is the new black” e que ficaria “órfã” de série. Isso se você desconsiderar que também estou assistindo “Grey’s Anatomy” e “Shadowhunters”  (quem acompanha essas?) conforme novos episódios são liberados a cada semana. Mas não poderia assistir vários episódios de uma vez só, sabe? Já tinha visto a miniatura de “Reign” no Netflix e não me importando, mas então resolvi dar uma chance.

E viciei. Sério, gostei muito desta série e não consigo assistir mais nada. Por isso listei quatro motivos para recomendá-la para vocês. Porém confesso que não pesquisei muito sobre a produção porque não quero spoilers. Infelizmente aqui na França a Netflix só disponibilizou duas temporadas até agora. A quarta (e última) está no ar agora nos Estados Unidos #chateada.

1 – A história é verdadeira

A série conta a história da Mary Rainha da Escócia, que desde jovem foi prometida em casamento para o filho do Rei Henry II da França para consolidar a aliança entre as duas nações. A trama se passa nos arredores do Castelo de Fontainebleau, que fica há cerca de 60 quilômetro ao sul de Paris, por volta do ano 1559, durante o período do Renascimento e das Guerras Religiosas entre católicos e protestantes.

A produção toma todas as liberdades poéticas possíveis, então não espere uma série fielmente histórica. “The Crown” leva mais pontos nesta categoria. Porém esses personagens existiram e seus traços flutuam pelos monumentos históricos que ainda estão de pé. É incrível! Vários outras referências são citadas e é uma delícia saber onde fica Angers, Poitiers ou Chambord. Apesar de não ser fiel, “Reign” despertou o meu interesse por esta parte da história francesa. Vou terminar de ver a série e mergulhar na pesquisa para conhecer detalhes da história verdadeira.

2 – Muito drama

Se você gosta de amores impossíveis, frágeis alianças, ganância e traição, vai gostar de “Reign”. Todo mundo faz tudo pelo poder. Pense em “Game of Thrones” , porém bem menos sangrenta e muito mais recatada. Cabeças ainda rolam e os amores são fogosos, mas nada é explícito. Aí depende do seu gosto para definir se isso é algo bom ou não.

3 – O figurino 

Não tem outro jeito de falar: é um vestido mais lindo que o outro, uma jóia mais rica que a outra. A responsável, Meredith Markworth-Pollack, dá uma modernizada nos looks, mas sempre utilizando referências da época. Dá vontade de sair usando! Ainda bem que pelo menos dá para dar uma adaptada com as chokers Kkkk.

4 – O elenco é desconhecido, porém convincente

Com exceção de Alan Van Sprang (que interpreta o Valentine em “Shadowhunters” mas que eu chamo de Daughtry kkkk. Não parece muito eu sei, mas ficou na minha cabeça) e da Anna Popplewell (a Susan, de “As Crônicas de Nárnia”), o elenco me era bem desconhecido. Sou meio chata com isso, é sempre a primeira característica que procuro nas informações de um filme ou de uma série.

Mas os atores de “Reign”, de modo geral, mandam bem e são convincentes nos respectivos papéis. Nada digno de uma premiação, mas com certeza mais do que o suficiente para te dar vontade de continuar assistindo. Destaque óbvio para a protagonista australiana Adelaide Kane e para Torrance Coombs, que encarna o meio irmão bastardo Bash. Meu único “problema” é que meu cérebro substitui a imagem dele pela versão Murtagh do Garrett Hedlund de maneira totalmente instantânea e involuntária. Não é culpa do moço Hahaha.

Ficaram com vontade de ver “Reign”? Se já assistiu, conte nos comentários outros motivos pelos quais você recomendaria a série. Mas nada de spoilers, hein! Já que daqui a pouco termina, qualquer outra recomendação é bem vinda!