Verdadeiro ou falso: você tem medo.

Medo de assumir que gosta, de falar que não gosta, de ir em frente, de olhar para trás e por aí vai…

O medo é uma voz que todos temos dentro de nós. Uns a escutam mais e outros menos. Qual o espaço que você deixa ela ocupar na sua cabeça?

Se ela grita quando você imagina uma situação diferente ou quando você pensa em passar dos limites dela e tentar algo novo, isso pode significar que o medo já acha que a casa é dele. Deixou de ser um acompanhante e agora está dirigindo. Você perdeu o controle. É isso o que você quer? Ter como guia um sentimento que todo mundo tem?

Não me leve a mal, o medo é bom. Ele nos dá cautela e provavelmente nos salva de enrascadas imensas. Só que ele se sente confortável rápido demais. Não explora, não tenta, não conversa, não pede, não sente. E você, que vive com ele, acaba fazendo a mesma coisa.

Chato, né? Pois então tenha coragem para explorar, conversar, pedir e sentir. Reconheça o seu medo, ouça os seus argumentos, mas jamais deixe que ele te leve a algum lugar – ou a lugar nenhum. É escuro e difícil sair de lá.

Para ter coragem, você precisa de força. Mais do que isso, você precisa de honestidade. Pare de mascarar o que você quer da vida. Observe onde você está e aponte para onde quer chegar. Como vai se deslocar de um ponto ao outro? Vá. Erre, desvie, descubra, tente de novo e de outra maneira.

O medo vai estar sempre ao seu lado, mas tudo bem. Tem espaço o suficiente para os dois.