Girlboss: série do Netflix vs. livro

Sophia Amoruso é uma empresária norte-americana que, em 2006, fundou a marca Nasty Gal. A loja online de roupas vintage começou no eBay e depois evolui para o domínio próprio. Oito anos depois, a empresa estava avaliada em mais de 100 milhões de dólares. Duas lojas físicas foram abertas na Califórnia e o conceito foi se adaptando às demandas do mercado. No ano passado, a Nasty Gal faliu e foi revendida (por 20 milhões de dólares). A história de ascensão de Amoruso no mundo da moda virou uma autobiografia (#Girlboss, lançada em 2014) e inspirou a série de mesmo título do Netflix, produzida pela própria empresária e lançada no dia 21 de Abril.

50 páginas em 13 episódios

Além da trajetória de negócios, Amoruso narra no livro – e mostra em fotos – o seu passado, longe de qualquer glamour. Ela tinha 22 anos quando começou a vender roupas usadas online. Antes disso, não conseguia segurar um emprego, colecionava uma longa série de infrações e até foi pega por roubo, mas escapou da cadeia. Isso apenas três anos antes de criar a Nasty Gal. Nos 13 episódios da primeira temporada, a história de Sophia só é narrada até o lançamento do e-commerce próprio da marca. Isso resume, em grosso modo, as primeiras 50 páginas do livro, que tem no total 239 (na versão original em inglês).

#Girlboss 👩🏻‍💻🕶 A legenda honesta dessa foto seria “faço essa panqueca todo dia, mas hoje ela ficou bonita”.

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Amiga imaginária

A primeira imagem de cada episódio é um aviso de que a série é “vagamente baseada em fatos reais” – “bem vagamente”. Esta é a sensação para quem leu o livro. A “moral” da história é a mesma, mas todas as liberdades narrativas possíveis foram tomadas. A melhor amiga Annie não existe e elas não se conheceram na cadeia depois de um jogo de baseball. Como ela não existe, não foi Annie que defendeu Sophia contra os outros vendedores no eBay. Foi uma cliente, ela também vendedora, que tinha de fato comprado algo e ficado satisfeita. Ela também não conta sobre querer ir a todo custo para o Coachella. O drama da lavanderia que estragou o vestido de noiva não foi bem daquele jeito. Eles na verdade perderam um botão de uma jaqueta Chanel. Também não me lembro de ter lido sobre alguém que possa ter inspirado o personagem de Shane, o namorado da Sophia na série.

A impressão que fica é que o roteiro foi trabalhado ao máximo para deixar a história mais leve,  atual e “cool”, assim como a personalidade de Sophia. A personagem tem uma atitude “zero fucks given”, egoísta e oportunista. No livro, ela é mais madura, porém menos tolerante e ainda mais arrogante, mesmo ao detalhar seus (muitos) erros rebeldes do passado. Para alguns, isso pode ser totalmente justificado por ela estar lutando sozinha por um sonho, por um objetivo de vida.

Vale a pena assistir e/ou ler?

Eu gosto de personagens femininas fortes e acho ainda melhor quando elas têm características de anti-heroínas. Adoro o termo #girlboss e apoio qualquer história de sucesso feminino; acho inspirador.

Tendo dito isso, lembro que quando terminei o livro, fiquei um pouco desapontada porque esperava mais um “manual de como criar o próprio negócio” do que uma autobiografia com algumas dicas esparsas do mercado de trabalho. E quando terminei a série, fiquei um pouco desapontada porque esperava assistir à história da Sophia Amoruso e não uma versão resumida e mais romântica dela. Então acho que se você não esperar grande coisa de nenhum dos dois, vale a pena ver e ler para dar um boost no seu #girlpower.

Já terminou a maratona de Girlboss e/ou leu o livro? Me conte nos comentários o que achou!

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A praia mais linda que já vi na vida

Lembram que no post sobre a caminhada em Saint-Jean Cap Ferrat eu contei que demos a volta na península inteira, mas tinha faltado uma “extensão”, tipo a península da península? Hahaha. Pois bem, no último fim de semana tive a oportunidade de voltar para aquelas bandas para concluir o percurso. E fiquei pasma. Estive na praia mais linda que já vi na minha vida até hoje, a Paloma Beach. Não vou nem me preocupar em tentar encontrar palavras para descrever a paisagem, é só observar a imagem de capa deste post (tem mais fotos para baixo).

Promenade des Fossettes 

Mas vamos começar esta nova caminhada do começo, pela Promenade des Fossettes (é uma rua, pode colocar no GPS). Do porto de Saint Jean Cap-Ferrat até lá é rapidinho e toda a trilha é pavimentada. O caminho porém é bem irregular em certos pontos, então vá com sapatos rasteiros. Digo isso porque sim, vi gente andando de salto – e ainda uma senhora.

Tá vendo o bloco de pedra no centro da foto? É o “peixe” do post passado sobre Cap-Ferrat!

Na volta eu esqueci de olhar no relógio, mas diria que no total, ficamos lá uma hora e meia, duas horas (contando a pausa para comer os lanchos hahaha). Esse trecho é um “resumo” da caminhada que dá a volta em todo o cabo. Então serve como dica se você só quer ver a paisagem magnífica, mas não ter que andar tanto – por falta de vontade e/ou de tempo. E no fim, a surpresa vale a pena.

Paloma Beach

Não consigo me conformar com a cor da água desse lugar. A praia é bem pequena e tem um restaurante com o mesmo nome. O estabelecimento privatiza uma área central, demarcada pela cerquinha branca, mas as laterais são de uso livre do público. O acesso à Paloma Beach também pode ser feito diretamente do porto da cidade, não precisa dar toda a volta na “mini-península” para chegar até lá. É a dica de “Endereço Legal” deste post. Passe por lá, mesmo que for rapidinho!

Saint Jean Cap-Ferrat

Achei que no outro post faltou transmitir um pouquinho da vibe da cidadezinha (que deve ter uma proporção de renda per capta por metro quadrado maior do que a de muita capital hahaha), então tirei essas fotos para vocês.

O que acharam da Paloma Beach? Me contem nos comentários quais são as praias mais bonitas que já visitaram ou quais estão na lista de próximos destinos de férias! 

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5 Dicas para ter a pele perfeita

Não sou dermatologista e nem tenho nenhuma formação estética, então minhas dicas para ter a pele perfeita são baseadas nas minhas descobertas, orientações profissionais personalizadas e testes com diferentes produtos. Sofri por muitos anos com as imperfeições da pele do meu rosto, fiz de tratamento homeopático a Roacutan e hoje finalmente estou contente com o que vejo no espelho. Quando uso o termo “perfeita”, quero dizer o melhor estado natural da sua pele e não aquela impressão comercial das revistas, sem poros e marcas.

Claro que a melhor recomendação de todas é procurar um dermatologista, mas ao longo dos anos reparei que o melhor estado da minha pele é uma consequência dos meus hábitos e resolvi compartilhar com vocês o que faz a diferença para mim.

1 – Determine o seu tipo de pele

Seca, mista ou oleosa? Estas são categorias básicas de tipos de pele, mas além disso ela pode ser sensível, desidratada ou ter condições especiais que você precisa conhecer. Isso vai te ajudar a escolher o produto ideal dentre os zilhões disponíveis no mercado. Também vai te fazer entender que não adianta seguir a recomendação da blogueira X, que tem pele seca, se a sua é oleosa. As necessidades são diferentes e o resultado não será o mesmo.

Saiba também que as condições da sua pele podem (e provavelmente vão) mudar conforme as temperaturas do ambiente oscilarem, como ficar mais oleosa durante o verão. Sabendo disso, você já vai ter em mãos o que for necessário.

2 – Mantenha uma rotina de cuidados

O básico do básico é lavar o rosto duas vezes por dia, de manhã e à noite. Não venha com desculpas para não fazer isso, dá até para fazer no banho (se a água não estiver quente). Mantenha esta rotina de cuidados. Pode parecer uma perda de tempo, mas quando este hábito estiver incorporado no seu dia a dia, vai ser como escovar os dentes.

Também é interessante saber como a sua pele reage à esfoliação. Talvez uma vez por semana seja o suficiente, mas quem sabe duas vezes possa ser o ideal. Colocar uma máscara logo após também é legal. O tipo de ação vai depender das suas necessidades, mas o importante é manter a regularidade.

Extra: Se for possível, reserve uma toalha apenas para secar o rosto. Não use a mesma para enxugar as mãos. Tem dermatologista que recomenda até o uso de papel toalha.

3 – Evite mudar de produtos com muita frequência

Eu amo, amo testar coisas novas no rosto. Mas quando deixo os meus produtinhos de sempre de lado por muito tempo, minha pele reage à agressão. Então quando encontrar um sabonete e um hidratante (com proteção solar!) que funcione, não precisa querer mudar todo mês! Lembre-se também que a maioria dos produtos leva um certo tempo para agir. Não desanime se não ver resultados positivos de uma dia para o outro.

4 – Analise o seu reflexo

Mas pode acontecer de você insistir no uso de um produto (talvez porque foi caro) e a sua pele mostrar sinais de rejeição. Uma dica que faz parte do meu quotidiano é olhar no espelho e buscar por melhoras ou, ao contrário, indícios de que as propriedades de tal creme não são compatíveis com minhas necessidades. Vermelhidão, pipocamento, ardência ou espinhas podem ser alguns alertas. Interrompa o uso do produto e verá se ele é a causa. Isso funciona especialmente quando você introduz um novo produto numa rotina estável.

5 – Hidratação e nutrição

Eu não entendi isso até o fim da minha adolescência e provavelmente sofri mais do que se o tivesse feito, mas entenda de uma vez por todas de que o que você come tem um impacto na sua pele. Não é que chocolate dá espinha. Mas se você comer chocolate e mais um monte de porcaria, sua pele vai reagir a isso. Se você não beber água o suficiente, seu rosto vai mostrar isso. Nossa pele também pode reagir a alterações hormonais, mas isso só piora se não tomarmos cuidado com o que ingerimos. Preste atenção nos nutrientes e hidrate-se! 

Acho importante tomarmos conta da nossa aparência e da nossa saúde (não se esqueça de que a pele é o nosso maior órgão), mas é importante ter expectativas realistas, ainda mais quando não temos a oportunidade de fazer todos aqueles tratamentos estéticos. Aprenda a apreciar a sua beleza e a ver a perfeição no seu estado natural. Tem mais alguma dica que de hábitos que melhoram a pele? Conte aqui nos comentários!

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Caminhada em Saint Jean Cap-Ferrat

Como eu disse no post da trilha do Cabo de Antibes, o que mais me impressiona no sul da França é a beleza da natureza. Há algum tempo fomos explorar outro destino, a península de Saint Jean Cap-Ferrat (a 10km de Nice). Como a maioria dos lugares que temos visto por aqui, os imóveis disputam espaço e ruas tortuosas e inclinadas levam a pontos com vista de tirar o fôlego. Tudo pontuado por demonstrações nada modestas de luxo e riqueza. Não é à toa que esse cruzeiro imenso estava ancorado e um barquinho menor levava os turistas para visitar e gastar na costa. Também não é surpresa que uma das praias foi feita de set de filmagem de Cinquenta Tons de Liberdade.

A trilha que dá a volta em Saint Jean Cap-Ferrat tem 7 quilômetros. Só não sei se essa distância incluiu “a extensão” da península ou não. Estávamos cansados e com fome, por isso deixamos esta parte de fora neste dia, mas quero voltar para completar! A caminhada é considerada de nível de dificuldade médio. O site oficial não recomenda a atividade para quem tem medo de altura, mas eu tenho e achei o trajeto tranquilo.

Tem horas que sim, você caminha num precipício sem barreira alguma entre você e a queda. Dá frio na barriga – ainda mais quando a sua cadelinha tá andando solta na sua frente. Tiveram momentos em que colocamos a coleira de volta porque vai que, né? Mas o meu medo era mais por ela cair (ou se jogar, já que é meio maluquinha) do que por mim, então um adulto não deve ter problemas durante a caminhada. Acho que o mesmo tipo de cuidado que tivemos com a Coco deve ser aplicado com crianças. Mas aí dá a mão, não coloca coleira. Hahaha.

Como ainda era baixa temporada, conseguimos estacionar em frente ao Escritório de Turismo, para ficar como referência caso “perdêssemos” o carro, e caminhamos pelas ruelas até Passable Beach, praia com água muito suja (não deixe de clicar para ver, é impressionante). Aqui vai uma dica especial: é mais fácil começar a caminhada deste lado da península, porque assim o outro vira uma longa descida. Ou seja, se você começar pela região do porto, por exemplo, vai encarar uma subida atrás da outra até chegar na ponta do cabo. Descobrimos isso por acaso e ficamos felizes porque no fim da caminhada, a última coisa que queríamos era fazer mais esforço. Kkkk.

Coco sempre cheia de energia!
Essa “pedra-peixe” é bem famosa por lá. Pena que estragaram o trabalho pichando “FN”, abreviação do partido de extrema direita francês.

Em frente ao porto tem vários restaurantes, mas eu deixo vocês imaginarem o preço. Caso este passeio te atraia, não fique com vergonha de levar uns sandubas na mochila. Muita gente faz isso aqui na França e não é considerado como “farofada”. Hahaha. A alternativa também é se aventurar pelas ruas e procurar uma padaria.

Gostaram das fotos? Me contem nos comentários. Se morarem ou já tiverem passado pela região, qualquer dica de passeio é bem vinda!

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TAG: O que tem na minha bolsa?

Sou viciada em bolsas. Tem gente que não resiste a sapatos, a maquiagem (er, também faço parte deste time kkk), a roupa… e por aí vai. Minha fraqueza são bolsas. A cada nova compra acho que encontrei o que estava procurando a minha vida inteira. Até enjoar dela. E lá vou eu caçar pela melhor bolsa do mundo de novo. Hahaha. Acho que o que a mulher leva na bolsa (fora o acessório em si) reflete muito da sua personalidade, por isso adoro tanto e resolvi responder a #TAG “O que tem na minha bolsa?”.

Minha paixão do momento é este modelo da Love Moschino, que estava na minha wishlist de Natal, lembram? Ela vem com essa bolsinha vermelha, mas normalmente uso sem. Não achei que meu marido fosse fazer esse agrado porque, no ano passado, ele já tinha me comprado uma outra bolsa menor; sucumbindo ao argumento de que eu precisava de uma e não tinha – sempre gostei das XXL. Até quando decidi que não gostava mais (#geminiana). Hahaha. Só que a que ele me deu é rosinha, quase nude, e eu queria voltar para o preto. Por que eu tento “sair” dele é algo inexplicável, porque eu sempre quero o preto. E aí vocês já têm a explicação do motivo da minha carteira ser rosa. Acabei não trocando de uma bolsa para outra, mas estou amando ter carteira compacta!

Como decidi reduzir o tamanho da bolsa, tive que escolher bem o que levaria dentro dela. Chega de nécessaire de maquiagem, de “primeiros socorros”, de carteira gigante e de tranqueira que, vamos ser sinceras, você nunca usa e só ocupa peso e pesa nas suas costas. Melhor coisa da vida. Agora só levo o que preciso e em versão miniatura! Gel anti-séptico, creme para as mãos, creme para a cutícula (sou um pouco viciada neles), rímel, corretivo, iluminador e até lencinhos de papel em mini formato. O óculos de sol também perdeu a case pesada e agora só vai no saquinho de pano para proteger as lentes.

Outra dica para quem quer diminuir a quantidade de coisas dentro da bolsa, é escolher produtos versáteis. Por exemplo, esse balm da Revlon é bem pigmentado e com uma textura super cremosa, se eu passar um pouquinho nos dedos e espalhar com batidinhas, dá aquela coradinha nas bochechas e me livra de ter que levar um blush. Se tivesse que escolher só uma make para levar na bolsa, seria este produto.

Mas os meus itens favoritos são, na verdade, as polaroids que sempre levo comigo. Amo essas fotos. Também tenho apego ao bloquinho de notas que parece um livro antigo (que tem em qualquer papelaria aqui, mas esse foi comprado no castelo de Angers) e o meu xodó é essa caneta do castelo de Versailles. Meus fones de ouvido, celular e chaves ficaram de fora porque eles passam a maior parte do tempo em algum canto da casa e só estão aí dentro da bolsa quando vou para a rua.

Gostaram de dar essa espiada dentro da minha bolsa? Me contem nos comentários se vocês também gostam de bolsas e o que não pode, de maneira alguma, faltar dentro da sua! Se tiver respondido esta tag no seu blog, deixe o link aqui embaixo, vou adorar ir lá xeretar! Hahaha.

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Expectativas: transforme as suas em ações

Se você é uma pessoa adepta àquele ditado “jogar verde para colher maduro”, com certeza tem dentro de si uma lista de quantas vezes a colheita não foi satisfatória. Parando de usar metáforas, quantas vezes alguém não atingiu as suas expectativas. Aquela ligação que nunca foi feita, aquele e-mail indireto que nunca foi respondido, aquele café que nunca foi compartilhado e aquela festa surpresa que nunca aconteceu. Vamos falar francamente. Expectativa é uma merda.

É uma porcaria porque implica em não sermos diretos. Quer dizer colocar o resultado de uma ação nas mãos de outra pessoa e, na maioria das vezes, acabar em decepção. Por que temos tanta mania de esperar que os outros façam algo que nós queremos que aconteça? Que hábito medíocre esse de esperar que algo seja oferecido, quando podemos simplesmente ir lá e apanhar com as próprias mãos. Causamos a nós mesmos tantos sofrimentos gratuitos com expectativas… Como se a vida já fosse fácil.

Difícil é esperar o outro acordar para o que você está vendo. Complicado é passar vontade porque queria que o outro comprasse o sorvete para você. Triste é perder uma oportunidade porque esperou que alguém lhe a oferecesse. Acorde! Não dê indiretas, fale o que está sentindo. Não imagine o quanto aquela sobremesa é gostosa, compre a porcaria do doce e descubra por si mesmo. Não se autorize a imaginar um cenário que comece com “e se…”. Vá lá e faça a sua parte.

E aí, quem sabe… A vida pode acabar superando as suas expectativas.

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Puy du Fou, o melhor parque do mundo

O Puy du Fou (não vou ensinar fonética francesa aqui, mas pronuncia-se algo do tipo phu-du-fú Hahaha) é o segundo parque de atrações mais visitado da França, perdendo apenas para a Disneyland Paris. Em 2016, mais de 2 milhões de pessoas passaram por lá. Com um conceito diferente do comum, ele recebeu nos Estados Unidos o prêmio de “Melhor Parque do Mundo” em 2012 e 2014.

Não é um lugar cheio de brinquedos e atrações mecânicas, mas sim uma área de quase 80 hectares dividida em palcos dos mais diferentes tipos onde são interpretados momentos importantes da história francesa e da região da Vendée, onde o Puy du Fou está localizado, a mais de 3h30 de Paris. Tive a oportunidade de conhecê-lo no verão passando, quando a minha família veio para o casamento. Foi muito especial poder dividir esta experiência com eles, é o programa ideal para fazer em família. Na verdade, como meu pai gosta muito de história, meu marido fez eu esperar a vinda deles para podermos finalmente ir até lá! Kkk

 

Investimentos milionários

Este ano o parque celebra 40 anos. Para esta nova temporada (que começa em Abril e vai até Setembro), foram anunciadas duas novas atrações, o quinto hotel do perímetro e mais dois restaurantes, totalizando um investimento de 30 milhões de euros. O espetáculo Le Dernier Panache”, lançado em 2016, ganhou o prêmio de “Melhor Atração Europeia”. O auditório rotativo, que acomoda 2.400 pessoas, se transforma (literalmente) e se inspira na história de François Athanase Charette de la Contrie, um oficial da Marinha francesa líder do movimento da Vendée contra a Revolução e que foi condecorado por George Washington pela participação na Guerra de Independência dos Estados Unidos. Só este espetáculo custou 19 milhões de euros!

E essas são apenas as novidades. O Puy du Fou tem ainda muitas outras atrações tradicionais como: um show com dublês, acrobacias e animais na época Viking, uma interpretação da história do Rei Arthur, uma encenação de atores e cavalos incrível ambientado no universo dos Três Mosqueteiros, uma imersão na época dos gladiadores e uma visita ao castelo que te coloca na pele de um rei ou de uma rainha. Essas são apenas algumas, mas com certeza as que mais marcaram a minha experiência neste parque.

Outro show hiper popular entre os visitantes é a “Cinéscénie”, que sozinha ocupa 23 hectares do espaço e coloca em frente ao público 2.000 atores. Durante 1h40 de espetáculo são encenados  momentos importantes da Idade Média à Segunda Guerra Mundial. No total, apenas para esta atração são confeccionados 24.000 fantasias. A “Cinéscénie” é tão famosa, que o recomendado é chegar uma hora antes para conseguir lugar. Ela é realizada a partir de Junho, apenas às sextas e aos sábados.

Acho que deu para entender o tamanho da coisa, né? O conceito de explorar a história local num parque de diversões é tão legal que já foi exportado para a Inglaterra e para a Holanda. Os futuros planos dos donos consideram novas construções na Espanha e na China. É importante ressaltar que o objetivo não é levar a história da França a esses países, mas sim se inspirar na bagagem cultural de cada um.

Puy du Fou

85590 Les Epesses

Horários de visita

O Grande Parque abre de 1º de Abril a 24 de Setembro, das 10h às 22h30.

Confira as excessões.

Tarifas

Passe 1 dia para o Grande Parque: 38€ adulto e 27€ criança.

Combo 1 dia Grande Parque + Cinéscenie (reservado com antecedência):  54€ adulto e 36€ criança.

1 noite Cinéscenie (reservado com antecedência): 27€ adulto e 19€ criança.

Confira os preços para visita de mais dias e descontos para reservas antecipadas.

Não deixe de assistir ao vídeo promocional abaixo. Normalmente prefiro colocar apenas conteúdo que eu mesma produzo aqui, mas ficou tão bem feito (e gostei tanto da música), que não tinha como deixar de lado.

Ainda tenho mais coisas e dicas para contar sobre o Puy du Fou, então farei outros posts com informações práticas e conselhos para quem está pensando incluir o parque no próximo roteiro. Enquanto isso, me conte nos comentários o que achou do conceito e se ficou com vontade de visitar! 

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Desodorantes naturais Schmidt’s

No fim do ano passado, a polêmica envolvendo a composição “tradicional” dos desodorantes e uma possível relação com a câncer de mama voltou a ser assunto na mídia (pelo menos na francesa). Isso porque, em Setembro de 2016, foi publicado um estudo no International Journal of Cancer demonstrando que o cloreto de alumínio, presente em muitos produtos, favorecia o desenvolvimento da doença.

No Brasil, o parecer do Inca (Instituto Nacional do Câncer) é de que “deve-se considerar que ainda não há estudos suficientes nem conclusivos que comprovem a associação positiva entre a exposição a parabenos e a presença de danos no DNA que poderiam levar ao câncer”. Nós falamos sobre isso aqui em casa na época e reparei na composição dos desodorantes que utilizava. Foi aí que meu marido pediu para eu tentar usar um produto natural, por via das dúvidas. Achei fofo.

Achei fofo, mas enrolei. Porque o Rexona já tá ali no supermercado, mesmo. Porque gosto do cheirinho do Dove de laranja sanguínea. Porque o Nivea não marca na roupa preta. Meses passaram e foi só no começo deste mês de março que resolvi experimentar um desodorante natural. Escolhi dois da marca Schmidt’s (comprei na Oh My Cream), em embalagens diferentes, para testar.

Desodorante Natural Schmidt’s (12€, 92 gramas em stick e 56,7 gramas em pote): “absorve odores e humidade graças a sua fórmula 100% natural. A textura não é grudenta nem oleosa, contém manteiga de karité para hidratação e bicarbonato de sódio para neutralizar odores. O pó de araruta é utilizado para absorver a humidade sem impedir a transpiração. Para uma ação de proteção e conforto, os desodorantes também contém manteiga de cacau.”

Primeiras impressões

Escolhi a versão stick com perfume de bergamota e limão e o potinho com perfume lavanda e sálvia. Os dois têm um cheiro delicioso e suave. As embalagens são simples e contém bastante produto. A versão stick é claro bem mais prática. O potinho vem com uma espátula que você usa para pegar o produto, colocar na mão, esquentar e depois passar nas axilas. Achei uma consistência diferente e queria experimentar. Pensei que seria mais fácil durante o inverno, mas acaba fazendo uma “baguncinha”. Sobre manchar a roupa, é só esperar ele secar um pouquinho que não fica marca – tanto no preto como no branco.

É bom?

Vou perder um pouquinho da classe e falar claramente: o sovaco fica muito cheiroso. Hahaha. Mas sério, principalmente com o de bergamota e limão, que virou o meu cheiro e embalagem preferidos. Tenho hábito de passar desodorante o tempo inteiro (um dos motivos também para tentar algo mais natural), mas mesmo com um intervalo maior entre as aplicações não sinto odor nenhum. Aliás, não fica fedido nem depois de fazer exercício físico. Ok, eu não treino para uma maratona, mas depois de uma caminhada de uma hora continuei não tendo problemas neste sentido.

Porém a ação antitranspirante é bem fraca. Falando nisso, para mim era tudo uma coisa só; só que não. Foi com o parecer do Inca que aprendi que desodorante e antitranspirante são produtos com ações diferentes. E aí dá até para entender que o Schmidt’s tenha um cheiro tão bom mas não consiga segurar a humidade (apesar de prometer fazê-lo). Concluo então que estes desodorantes são aliados perfeitos para o dia a dia de trabalho no escritório ou em casa. Na hora de fazer um treino ou de se movimentar muito, é melhor procurar um produto com ação antitranspirante mais eficiente.

Gosta de desodorantes naturais? Recomende nos comentários a marca você usa. Conte também se já reparou na lista de ingredientes dos produtos do seu banheiro ou se este post chamou a sua atenção para isso!

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A Bela e a Fera

Direção: Bill Condon

Elenco: Emma Watson, Dan Stevens, Luke Evans

Gênero: Fantasia, Musical, Romance

Nacionalidade: EUA

Ano de lançamento: 2017

A história é tão antiga quanto o próprio tempo. Não sei de uma pessoa que não conheça – e não ame – o conto da mocinha que sonha em sair daquele vilarejo francês e ver o mundo. Que encontra refúgio nos livros e é inteligente demais para se conformar com um casamento medíocre, e por isso vira motivo de chacota. A jovem que toma o lugar do pai como prisioneira da amarga Fera. Não sei de uma pessoa que não esboce um sorriso ao ver essa Fera atrapalhada tentando conquistar o coração da moça. Que não admire o sentimento que floresce entre os dois encarnado em forma de uma valsa e um vestido amarelo.

Todo mundo conhece a história de “A Bela e a Fera”. E é exatamente isso que vemos nesta versão live action da Disney. A música arrepia logo no começo. E se você é fã como eu, vai (ter vontade de) chorar de emoção logo no primeiro bonjour. Emma Watson foi a escolha perfeita para o papel principal. Se da filmografia dela você só assistiu “Harry Potter” e está receoso em ver Hermione brincando com um leão, pare. Sente-se e preocupe-se apenas em aproveitar o espetáculo, deixe que ela faça (muito bem) todo o trabalho. A alma do clássico também não se perde nas mãos dos outros atores, com destaque para Josh Gad como LeFou, o braço direito de Gaston. Os efeitos especiais são muito bem feitos e os objetos animados se integram de forma sensata ao universo humano.

Quem me acompanha há algum tempo sabe que eu adoro a versão francesa (com Vincent Cassel e Léa Seydoux), lançada em 2014. Não há como fazer comparativos, são dois filmes com propósitos completamente diferentes. Um de releitura e o outro de fidelidade ao original. Porém, creio que já ter visto “A Bela e a Fera” em forma humana antes tirou um pouco do encanto de reencontrar os personagens e ver esta história encarnada. “La Belle et la Bête” é lindíssimo e vale muito a pena assistir, mas só a nova versão da Disney me deu vontade de chorar o filme inteiro – e horas depois.

Quem aí também já viu e se emocionou? Me contem nos comentários! Eu consegui me segurar até a hora em que eles dançam. Aí depois não parei. Hahaha

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No Mundo da Luna

Autora: Carina Rissi

Gênero: Romance

Editora: Verus

Número de páginas: 476

Ano da edição: 2015

Luna é recém formada em Jornalismo e sonha em decolar na profissão. Enquanto isso não acontece, ela trabalha como recepcionista da revista Fatos & Furos. O objetivo era acompanhar os passos do renomado editor-chefe Dante Montini e aprender com ele. Mas fica difícil conseguir uma oportunidade quando o nerd mal humorado não se lembra nem mesmo do nome dela, quanto mais de suas aspirações profissionais.

Mas em meio à competição entre meios de publicação, acontece que a colega astróloga vai trabalhar para a concorrência e de repente Luna se vê responsável pela coluna de horóscopo da Fatos & Furos. É aí que a confusão começa. Descendente de ciganos, a moça se vê obrigada a começar a lidar com assuntos místicos que gostaria de poder ignorar.

“No Mundo da Luna” é o meu segundo livro de Carina Rissi e posso dizer que é totalmente fiel ao seu estilo. Aquela leitura gostosinha, que te faz dar risada das trapalhadas da protagonista. Também dá vontade de segurar seus ombros e chacoalhar para ver se ela entender a situação. Não vou mentir, o enredo é bem previsível. Mas você continua a leitura de qualquer maneira, só para confirmar o que acha que sabe que acontecerá. Entende? Haha.

Na minha opinião, “Procura-se um marido” é mais legal que este livro. Mas ainda falta eu ler a famosa série “Perdida” (o primeiro volume vai, inclusive, ser adaptado para o cinema!). Quem já leu e recomenda?

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