Parque da Colina do Castelo e o melhor pôr do sol de Nice

Não sou de dizer o que os outros devem ou não fazer em uma viagem, afinal cada um tem as próprias preferências, mas o Parque da Colina do Castelo em Nice é um lugar que eu recomendo fortemente que você visite quando estiver na região. O ideal é fazê-lo perto do horário do pôr do sol, assim você pode assistir a esta maravilha da natureza do ponto de observação mais alto da cidade, vendo a luz deixando ao mesmo tempo o centro antigo e escurecendo o Mar Mediterrâneo. Dizem que é um dos panoramas mais lindos do mundo.

O local abre às 8h e fecha após o entardecer. A entrada é gratuita e o acesso ao elevador também (procure pela placa “ascenseur”). Li que a parede atrás do banco que fica perto do elevador esconde um acesso secreto para a rede de túneis da 2ª Guerra Mundial! Para quem preferir, também é possível subir degrau por degrau e ir parando nos diferentes níveis para explorar a natureza.

A vista da colina para quem está na avenida Quai des États-Unis e prestes a começar a subir. Repare na foto onde fica o elevador (ascenseur), à esquerda.

Se conseguir, vale chegar um pouco antes do pôr do sol para aproveitar. Apesar de ser chamado de Colina do Castelo, não tem castelo nenhum por lá. O prédio foi destruído pelos soldados do rei Louis XIV em 1706. Nesta época, Nice não pertencia à França, mas sim ao Ducado de Saboia. Até hoje o local é um sítio arqueológico a céu aberto, inclusive com áreas restritas pois buscas ainda estão em andamento, e é possível observar algumas ruínas da época. Pessoalmente, eu acho que é aqui que a Fera da história “A Bela e A Fera” morava.

Ruínas do castelo.
Mosaicos decorativos em uma das escadarias.
O chão da mesma escadaria da foto acima. Vai falar que não saiu do filme “A Bela e A Fera”?
“Buscas arqueológicas. Entrada proibida”. Lá estão as ruínas de uma capela.

O Parque da Colina do Castelo de Nice é um dos lugares mais pacíficos que já visitei. É muita natureza, nada de barulho de carro, apenas pássaros – isso quando os seres humanos colaboram, claro. Este passeio, como vários outros, foi improvisado e não tivemos tempo para explorar todos os 19,3 hectares antes de nos posicionarmos para ver o pôr do sol. Pesquisei e descobri que na parte de trás da propriedade estão dois cemitérios, então acho que não perdi nada. Hahaha.

Neste “nível” da colina também há um playground para crianças.

Dicas extras: Uma vez por ano, entre os meses de Junho e Julho é realizada a Festa do Castelo. Durante duas noites, bandas tocam a céu aberto no parque. Além de ter uma vibe diferente, também é a única oportunidade de visitar o local durante a noite.

O centro antigo de Nice, no pé da colina, bomba durante a noite com bares e restaurantes, não apenas ao longo do Quai Des États-Unis (que é o “começo” – ou o fim, dependendo da perspectiva – da famosa Promenade des Anglais), mas também nas ruazinhas internas. Vale a pena explorar e procurar um bar para tomar apenas o “apéro” (uma bebida antes da refeição) ou um restaurante para jantar mesmo.

Levanta a mão aí quem adora pôr do sol! Me conte nos comentários se acha justo, pelas fotos, considerar a vista do Parque da Colina do Castelo como um dos panoramas mais bonitos do mundo!

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Moonstone Magic

O Madame Brasil fechou a primeira colaboração! Fiquei tão feliz e hoje eu posso finalmente compartilhar este “achado” com vocês. A história começou da seguinte forma: achei o Instagram da Moonstone Magic e me apaixonei pelas peças feitas exclusivamente com a pedra da lua, que eles chamam de “Rainbow Moonstone”. Enviei um elogio e eles responderam com a proposta de fazermos algo juntos. A loja online é dos Estados Unidos, mas eles enviam para o mundo todo. Demorou uns dez dias para chegar aqui em casa, mas veio em perfeitas condições.

Escolhi o anel “Leaf of Light” (ou Folha de Luz, em português) porque queria algo delicado, porém nem tão minimalista assim. Há algum tempo comecei a me interessar um pouco mais sobre este universo das pedras e gostaria de ter uma peça com a maior quantidade possível de pedra da lua. Achei este perfeito porque a folha é formada apenas pelas as pedras lapidadas e a estrutura metálica é bem discreta. O anel é ainda mais delicado pessoalmente. Este foi o meu favorito, mas eles têm outros incríveis na seleção de “Rainbow Moonstone Rings by Moonstone Magic”.

Pesquisando, aprendi que a pedra da lua é conhecida por sua “importância espiritual antiga em sua ligação com a lua e o aspecto intuitivo da natureza das pessoas”. Além disso, ela teria propriedades para ajudar a estabilizar as emoções. Cada vez mais tento tornar o inconsciente consciente e sou bem ansiosa, então se a pedra realmente for capaz disso, é uma ajuda bem vinda! Hahaha

Vocês gostam de bijuterias feitas com pedras? Me contem nos comentários se vocês têm um mineral preferido e não deixe de visitar o site da Moonstone!

|Este post é uma colaboração entre o blog Madame Brasil e a loja Moonstone Magic|

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Vlog: Tapete vermelho da abertura do Festival de Cannes 2017

Sabe todo aquele glamour da Riviera Francesa e do Festival de Cannes? Então, você não vai encontrá-lo aqui. Hahahaha. Mas se quiser saber como é o festival de cinema mais famoso do mundo para “meros mortais”, assista o vídeo abaixo! A abertura da 70ª edição foi realizada ontem (17 de maio) e nós fomos até lá tentar ver alguma coisa. Além disso, conheça um pouquinho de Cannes, ouça a história do ator Robert De Niro pelas ruas da cidade e veja o que eu trouxe (por enquanto) de souvenir do evento. É só dar play!

Mostrei tudo o que eu vi no vídeo, mas se ficou alguma curiosidade ou dúvida sobre o Festival de Cannes, deixe aqui nos comentários!

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Ninguém tá interessado: indiretas diretas para gente chata nas redes sociais

Acho redes sociais algo super legal. É um meio de expressão, de juntar a galera que está longe, de matar a saudade. Mas também é uma ferramenta de irritação diária. Eita, como tem gente chata no Facebook, no Instagram, no Twitter… onde mais? Gente que até faz parte do nosso convívio no mundo real, mas que dá vergonha alheia na internet. E o pior de tudo é que a gente não pode parar de seguir ou desfazer a amizade porque pega mal. Mas que dá vontade, dá. Então aí vai uma penca de indiretas para esse povo que fica postando coisa que, na verdade, ninguém tá interessado.

Testes de Facebook não te definem, não apontam o seu melhor amigo e nem são capazes de adivinhar o que você e seu crush/namorado/marido/cachorro tem em comum. Muito menos quem você foi na vida passada. Pare de ficar compartilhando todos o resultado de cada teste inútil que você faz nesses sites duvidosos. Ninguém tá interessado.

Miga, dou super apoio para: sua nova dieta, sua consulta com a nutri, seu almoço maravilhoso de mato e cada porcaria de agachamento que você fez no treino com o seu personal. Dou apoio mesmo. Isso até você compartilhar cada minuto da sua mudança, do seu novo “eu”, no seu perfil. Cria uma newsletter, manda foto no grupo fitness do ZapZap. Mas pare de fazer tanto esforço para aparecer e querer ouvir dos outros que você emagreceu. Ninguém tá interessado.

Fake news. Até parece conversa do Donald Trump, mas cacete, dá para pelo menos LER a notícia antes de compartilhar? Checar de onde veio? Tem galera compartilhando coisa do Sensacionalista como se fosse notícia de Plantão da Rede Globo. Ok, o mundo do jeito que tá, parece um show ambulante de comédia stand-up, mas não precisa piorar, né?

E por último, fico super contente que você tenha visitado o lugar X. Mas não precisa colocar a sua cara em cada foto. Ok, todo mundo já entendeu que você esteve lá. Por que tem que tirar selfie com cada onda do mar, em cada canto do monumento X? Deixa a gente admirar essa paisagem linda. Nós já te conhecemos e adivinha..? Ninguém tá interessado.

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Puy du Fou: 3 atrações imperdíveis

Este é o post que finaliza a série sobre o Puy du Fou. Depois de dar dicas para você aproveitar o parque, gostaria de recomendar três atrações que, na minha opinião, não podem deixar de serem vistas. Vou tentar descrever ao máximo o motivo de ter escolhido cada uma sem estragar (muito) a surpresa. Preferi ilustrar com os vídeos promocionais porque: 1º – minhas fotos boas acabaram (hahahaha) e 2º – acho que eles dão uma melhor noção do local. Óbvio que o Puy du Fou tem muitas outras coisas para serem vistas, mas realmente acho que você não pode deixar de ir nas seguintes:

1 – Mousquetaire de Richelieu

É uma encenação baseada nos Três Mosqueteiros. Eu nem ligo para isso, mas eles incorporam cavalos, água, música e dança de uma maneira tão linda, que é a minha primeiríssima indicação. É um dos únicos locais fechados e por isso pode ser uma boa escolha para quando o sol estiver muito forte, tipo começo de tarde. Não sabíamos o que esperar. Fomos no fim do dia e foi um alívio finalmente sentar em uma poltrona confortável e fugir do sol. Todo mundo já estava cansado e com sono, mas ninguém dormiu – mesmo com as condições favoráveis. Hahaha.

2 – Le Signe du Triomphe

Esta é uma das atrações mais tradicionais do Puy du Fou e é um mergulho na Era Romana. Você é platéia de um espetáculo de gladiadores e corrida de bigas, tipo Ben-Hur. O público até faz parte da encenação da rixa entre galeuses e romanos. Leões e tigres também estão presentes. Não acho isso legal, mas não posso negar que só deixa a apresentação mais realista. Eu vi meu pai, que é apaixonado por essas coisas, sorrindo feito criança.

3 – La Renaissance du Château

Esta atração faz parte da lista mais por um momento bem particular, do que pelo “conjunto da obra. Você entra em um castelo (que existia realmente e foi reformado para receber os visitantes) para fazer uma “firulinha” com o Rei e a Rainha. Não é nada extraordinário até você entrar em uma sala, em que estão alinhadas várias armaduras, como se fossem soldados segurando espadas ao alto, e você passa entre elas no tapete vermelho, ao som de uma música da época. Apenas faça isso! Sua auto-estima vai lá para o alto! Hahaha Sério, eu me senti mega poderosa. E aí você pensa que era assim para os reis daquela época, em escalas muito maiores. Por isso que eles tinham aqueles egos enormes.

Vale citar que as duas primeiras atrações são bem longas, duram uns 30-45 minutos. Já a visita ao castelo é rapidinha, por volta de 10-15 minutos. O único inconveniente para os turistas brasileiros é que todas as apresentações e diálogos são apenas em francês, e os idiomas mais “familiares” dos audioguias (15€) são espanhol e inglês.

Assistiram aos vídeos? Deu para ter um gostinho, né? Me conte aqui nos comentários qual atração dessa seleção te deixou com mais vontade de ir até o Puy du Fou!

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Comprinhas do mês de Abril

Não sei explicar, mas me deu vontade de gravar um vídeo para mostrar as coisas que comprei durante o último mês de Abril. Apesar de já ter gravado alguns vlogs de viagem, sentar em frente à câmera e “conversar” ainda é um desafio muito grande para mim. Por isso mesmo resolvi enfrentar este medo, explorar este território e ver no que vai dar. Confira o resultado abaixo!

Me conte nos comentários qual item das minhas comprinhas você mais gostou! Se tiver alguma dica de calmante para os dias de gravação, também será bem vinda. Hahahaha

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Feria de Nîmes: como são as touradas no sul da França

Nîmes, no sul da França, já apareceu aqui no blog com dicas de monumentos históricos para visitar e também como destino do meu casamento. Mas tem outro aspecto da cidade que também me marcou muito, desta vez de forma negativa. Próxima da Espanha, a região acabou absorvendo aspectos da cultura vizinha, entre elas as touradas (chamadas aqui de “corrida”). Aliás, a atividade é praticada em outras cidades, como Arles. A temporada começa na Páscoa e termina em setembro. 

As “corridas” fazem parte da “Feria”, uma grande celebração popular com desfile de carros alegóricos, bares instalados nas calçadas, lenços vermelhos amarrados no pescoço e muita, muita sangria. A “Feria” de Pentecostes de Nîmes, que este ano será realizada de 1º a 5 de junho, é a mais celebre da região. Quase 1 milhão de pessoas enchem as ruas da cidade durante esta época. Estive lá em 2015 e não voltarei mais. Pelo menos não para ver uma tourada.

Logo que chegamos, arena vazia. Uma fanfarra toca e fica dando voltas no espaço.

Por que eu fui?

É o que eu ficava me perguntando durante as horas em que estive naquele lugar. Passei uma semana dizendo que não iria e ninguém insistiu. Mas quando estava na fila, acompanhando o meu marido (noivo na época), fiquei com medo de me arrepender. Não pensei em ver o sofrimento do animal e nem em me divertir com isso, mas pensei no conhecimento que eu não tinha. Sempre disse que era contra a corrida, mas eu não sabia o que era. Não que precisasse ver para saber e ser contra. Entendem o que eu quero dizer? Quando era pequena, me lembro que o meu pai tinha um pôster de um toureiro que tinha o nosso sobrenome (minha família veio da Espanha). Então pensei na cultura dos meus ancestrais e como isso fazia parte de mim, de forma longínqua, porém direta.

Arena lotada! O duelo vai começar. Uma pessoa mostra uma placa com as informações do touro, como peso e origem.

Touro vs. homem

Vou compartilhar aqui um pouco do que eu vi e do que me foi explicado. A disputa entre touro e homem é dividida em três partes, marcadas por músicas específicas. Uma fanfarra toca ao vivo na arena.

Na primeira parte, os toureiros utilizam a capa (chamada capote) para avaliar a “bravura” do touro. O objetivo é controlá-lo e colocá-lo no centro da arena. Depois, se a corrida for mista, ou seja, com a participação de cavalos, entram os picadores (cavaleiros). Os animais são protegidos por uma forte armadura e têm os olhos vendados para não ver o touro. Esses homens devem cravar uma lança no dorso do touro, atingindo assim um nervo específico. Este machucado enfraquece o animal e mantém a sua cabeça abaixada para “facilitar” as próximas etapas. Na segunda parte, o bandarilheiro (“assistentes” do toureiro) crava outras lanças coloridas no touro – sempre no mesmo local. Elas ficam lá para pinçar os músculos e estimular o animal.

A equipe do matador (toureiro “estrela”) testa os capotes (as capas) antes da entrada do animal.

A terceira parte é a morte do touro. O matador (toureiro principal), que durante todo este tempo apenas assistia ao trabalho da equipe, entra em cena com um capote e uma espada falsa. É neste momento que vemos os movimentos característicos da tourada. Quando o animal está dominado, a espada falsa é trocada por uma verdadeira e o matador tenta atingir diretamente o coração do touro. Quanto mais rápida é a morte do animal, mais bem sucedido é considerado o desempenho do homem.

Um júri avalia o tempo, a dominação do animal e a resposta do público. Lenços brancos são agitados ao ar quando as pessoas ficam satisfeitas com o que viram. Como recompensa o matador pode receber (da menos para a mais importante): uma orelha, as duas orelhas, ou as duas orelhas e o rabo do touro que acabou de ser morto. As partes são cortadas e entregues ao homem na hora. Ele pode também sair sem nada, se acharem que ele não fez o trabalho de forma correta.

O touro entrando na arena pela primeira vez.

Dois cavalos entram para arrastar o corpo do animal e uma equipe retira a areia ensanguentada em baldes. O touro é levado diretamente para o açougue e a carne será vendida – à preço de ouro se ele tiver sido briguento e dado trabalho ao matador. Uma vez isso feito, entra o próximo touro e começa tudo de novo. Seis vezes. Seis touros mortos desta maneira diante de um público de milhares de pessoas. Isso apenas naquele dia. E a Feria dura quanto tempo, mesmo?

É importante dizer que em alguns lugares onde há a corrida não é permitido a morte do animal na arena. De acordo com a minha pesquisa, em Portugal, por exemplo, ele é morto em um abatedouro depois. E o estilo de duelo muda também segundo a tradição. Contei aqui para vocês o que eu vi e o que me explicaram sobre como isso é feito no sul da França.

O cavalo “cego”, todo protegido por uma armadura para evitar machucados provocados pelos chifres do touro. (Esta foto foi tirada pelo meu marido. Já estava horrorizada e havia parado há tempos).

Por que eles fazem isso?

Conversei com pessoas que adoram corridas e ouvi os argumentos delas:

Tradição: “Faz parte da nossa cultura e precisamos manter a tradição. Antes era homem com homem. Agora evoluímos, é homem com touro. E é uma arte ver um homem ‘dançar’ com um animal que é muito mais forte do que ele”.

Preservação da raça: “Os touros utilizados na corrida são de uma raça específica e eles são criados para isso. Se não existissem corridas, a raça desapareceria”.

Vida de rei: “Durante cinco anos o touro vive em um espaço aberto enorme, com comida à vontade – ele vive como um rei. A primeira vez que ele tem contato com o ser humano é quando eles o transportam para a arena. Sim, ele provavelmente vai morrer, mas pelo menos teve uma boa vida antes, melhor do que a daqueles que crescem num abatedouro”.

O touro pelo menos tem uma chance: “O touro tem uma chance de sobreviver. Uma bem pequena e rara, mas se ele for bom o suficiente, ele pode ganhar. E os poucos que vencem o duelo voltam a viver como reis. Aqueles que são criados para o matadouro não têm nenhuma chance de sobreviver”.

Me arrependi de ter ido?

Jamais quero ver isso novamente, não recomendo e sou ainda mais contra. Então se a definição de arrependimento for “fazer algo diferente caso pudesse alterar o passado”, então sim, eu me arrependo. Vibrei quando o touro tomou a capa do toureiro. Este foi o único momento em que bati palmas – e eu estava sozinha. Fiquei chocada quando o touro mais pesado do dia derrubou um cavalo – não pela lateral mas pela frente, os chifres empurrando o peito. Aquele cavalo que não sabe o que está acontecendo e não pode se defender porque está vendado. Ele não conseguiu se levantar por causa da armadura e foram necessários quatro homens para colocá-lo em pé. Touradas são desprezíveis. Eu chorei. Ver o sangue escorrendo daquele animal forte (naquele dia eles pesavam de 490 à 520 kg) e as pessoas vibrando com o seu sofrimento foi um horror.

Mas no fim das contas, eu não mudei o destino daqueles animais. Eu estando lá ou não, eles iriam morrer. O que ficou dessa experiência foi uma consciência que é inútil diante da impotência. É por isso que eu questiono se todo mundo falar que é errado e que é contra  – o Festival de Yulin na China, ou a tourada na França, na Espanha, em Portugal etc. – ajuda em alguma coisa. Enquanto os nativos acreditarem na tradição, as pressões exteriores têm poder limitado. É lá de dentro que precisa vir a indignação e a ação para acabar com essas atrocidades.

“Não imaginava que se pusesse

Se divertir tanto em torno de um túmulo

Será que esse é um mundo sério?”

Francis Cabrel – La Corrida

E vocês, o que acham das corridas? Crueldade ou patrimônio cultural?

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Wishlist de aniversário

Maio já começou e isso quer dizer… meu aniversário está chegando! Ok, é apenas no fim do mês, mas já dá para começar a fazer a lista de desejos, né? Acho que pelos produtos que estou querendo dá para perceber duas coisas: 1) O verão está chegando e 2) Os 30 anos também! Hahahaha! Já “gastei” um presente porque tive que trocar os meus tênis de fazer exercício e de quebra levei outro casual (obrigada papai e mamãe!), mas caso alguém (alô marido!) queira fazer uma surpresa, #ficaadica.

1. Óculos de sol Quay Austrália – 39,99€

2. Slides “As If” The White Brand – 26,99€

3. Creme para a região dos olhos A.G.E Eye Complex Skinceuticals – 92€

4. Eyeliner Trooper black Kat Von D – 19,95€

5. Sérum Advanced Night Repair Estée Lauder – 85,50€

6. Bateria externa BigBlue 10.000mAh – 24,99€

7. Corretivo Pro Longwear MAC (cor NC20) – 23€

8. Livro “Modern Manners” por Dorothea Johnson e Liv Tyler – 19,68€

O que acharam da wishlist? Favor notar que ela não é exaustiva e que aprecio boas surpresas, como qualquer produto da Chanel! Hahaha Me contem nos comentários qual item você mais gostou ou então, o que você recomendaria para alguém que está chegando nos 30! (Mas não precisa ter muita pressa, ainda vou fazer 27).

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Puy du Fou: 7 dicas para aproveitar o parque ao máximo em um dia

Fiquei contente com o retorno que o primeiro post sobre o Puy du Fou teve. Muitas pessoas não conheciam o parque, que é um dos favoritos dos franceses. Um dos objetivos do blog é justamente ajudá-los a descobrir outros lugares além de Paris. A capital é obviamente linda,  maravilhosa e merece ser admirada por dias. Mas as atrações da França não param por aí e quem tiver a oportunidade pode – e deve – explorar mais. E falando em descobertas, o que fiz no outro post foi apenas apresentar o Puy du Fou. Neste, vou dar algumas dicas que foram essenciais para conseguirmos aproveitar o lugar ao máximo e em apenas um dia. No próximo post da série sobre o parque vou indicar as atrações que, na minha opinião, são imperdíveis.

1 – Priorize as atrações

Se você não quiser seguir mais nada do que está escrito aqui, preste atenção pelo menos nesta dica. O Puy du Fou tem umas 20 atrações e todas têm horário marcado para começar, não é só ficar na fila e esperar a sua vez de entrar. De forma geral, são apenas umas quatro apresentações no dia inteiro. Se você não se organizar antecipadamente, corre o risco de não ver algo que gostaria muito. Então pesquise no site deles antes e veja no mapa as localizações dos locais que você quer visitar. Saiba que dificilmente você vai conseguir atravessar o lugar todo em 10 minutos, ainda mais se estiver lotado. Programe algo do tipo visitar metade do parque na parte da manhã e a outra parte durante a tarde. Além disso, o número de lugares é limitado na maioria das atrações e o recomendado para as mais populares é chegar com 30 minutos de antecedência para conseguir assistir.

Não esqueça de levar o seu planejamento com você! E não deixe de andar com um cronograma da temporada, porque pode acontecer de você perder um espetáculo e ter que achar um “tapa buraco”. Foi assim com a nossa primeira atração. Chegamos para ver os “Vikings”, mas já estava lotado. Então fomos para o “Les Chevaliers de la Table Ronde”. E fomos nos adaptando o dia inteiro assim, sempre consultando os horários.

2 – Escolha um dia de menor frequentação

A lógica é simples. Se você quer optimizar o seu dia no parque (vamos partir do princípio de que você não vai dormir no local, ok? Se for fazer isso, melhor ainda), quando menos pessoas tiverem afluindo por todos os lados, melhor. Por isso, se puder, prefira ir ao parque no começo da semana do que a partir de sexta-feira, por exemplo. A probabilidade da galera querer aproveitar o fim de semana lá é maior. O inconveniente disso é que você não poderá ver o espetáculo da “Cinéscénie”, encenado apenas às sextas e sábados, de Maio à metade de Setembro.

O mesmo vale para o período do ano. O parque só abre de Abril a Setembro, mas a frequentação é maior durante o mês de Agosto, que é a alta temporada do verão e quando “todos” os franceses tiram férias (sério, parece que o país para). Mas a frequentação é algo que não dá para adivinhar, né? Quando fui, era a primeira segunda-feira de Agosto e estava relativamente tranquilo.

3 – Chegue logo na abertura

De novo, o raciocínio lógico: quando mais cedo você chegar, mais tempo vai ter para aproveitar o parque, que abre às 10 horas da manhã (tardinho até, né?). Assim você consegue estacionar o carro perto da entrada (gratuitamente) e tem um tempinho para andar pelo parque antes de começar a ver um espetáculo atrás do outro. Isso é importante principalmente para quem vai em grupo, assim dá tempo de definir um ponto de encontro caso alguém se perca ou decida fazer algo diferente.

4 – Preste atenção na posição do sol

Muitas atrações são a céu aberto. Então tente controlar o desespero de encontrar logo um lugar e preste atenção se alguns assentos estão na sombra. Pode parecer bobeira, mas mesmo que você esteja preparado (veja o próximo tópico), ficar sentado no sol do meio dia por meia hora, 45 minutos, não é muito confortável. Esta dica é especialmente preciosa para quando você for na arena. O espetáculo é bem longo e sofremos bastante com o calor, mesmo sendo de “Hellbeirão Preto ( interior de SP) e estando acostumados com o inferno. Hahahaha. Só ficava ainda mais sofrido vendo a outra metade da arena toda tranquila na sombra.

5 – Não deixe de levar essas duas coisas

Acho meio óbvio recomendar roupas confortáveis para ficar o dia inteiro num parque de atrações, então vou dar uma de mãe (Ahahaha) e falar que você precisa sim levar duas coisas: chapéu/boné e blusa de frio. Não questione, apenas coloque isso na sua mochila (mesmo que for no meio de Agosto) e me agradeça depois.

6 – Leve também comida e água

Também é coisa básica para quem está acostumado a ir neste tipo de lugar, mas não deixe de levar água por nada neste mundo. Também vale muito a pena levar comida, sandubas e afins. O parque tem restaurantes, mas muita gente – muita gente mesmo – arruma uma sombrinha durante o dia, senta na grama e faz uma farofa geral.

7 – Preste atenção nos horários de funcionamento dos restaurantes

Resolveu ir num restaurante (o parque tem vários), beleza! Mas preste atenção nos horários de funcionamento. Enquanto a maioria está aberta na hora do almoço, muitos só servem até às 20h (e o parque fecha às 22h30). Para informação, nós almoçamos no Le Bistrot e estava uma delícia.

Ufa! Eu tinha avisado no primeiro post que ainda tinha muita coisa para falar do Puy du Fou. Tinha incluído tudo aqui, mas ficou enorme demais. Então no próximo post desta série, vou recomendar minhas atrações favoritas. Fique de olho aqui no blog!

Espero ter ajudado quem se interessou e pretende visitar o parque a se organizar e a ter uma melhor noção do que esperar. Se ficou alguma dúvida, não deixe de entrar em contato! Se você já foi em algum parque de atrações e tem outra dica para quem está se preparando, compartilhe aqui embaixo.

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Girlboss: série do Netflix vs. livro

Sophia Amoruso é uma empresária norte-americana que, em 2006, fundou a marca Nasty Gal. A loja online de roupas vintage começou no eBay e depois evolui para o domínio próprio. Oito anos depois, a empresa estava avaliada em mais de 100 milhões de dólares. Duas lojas físicas foram abertas na Califórnia e o conceito foi se adaptando às demandas do mercado. No ano passado, a Nasty Gal faliu e foi revendida (por 20 milhões de dólares). A história de ascensão de Amoruso no mundo da moda virou uma autobiografia (#Girlboss, lançada em 2014) e inspirou a série de mesmo título do Netflix, produzida pela própria empresária e lançada no dia 21 de Abril.

50 páginas em 13 episódios

Além da trajetória de negócios, Amoruso narra no livro – e mostra em fotos – o seu passado, longe de qualquer glamour. Ela tinha 22 anos quando começou a vender roupas usadas online. Antes disso, não conseguia segurar um emprego, colecionava uma longa série de infrações e até foi pega por roubo, mas escapou da cadeia. Isso apenas três anos antes de criar a Nasty Gal. Nos 13 episódios da primeira temporada, a história de Sophia só é narrada até o lançamento do e-commerce próprio da marca. Isso resume, em grosso modo, as primeiras 50 páginas do livro, que tem no total 239 (na versão original em inglês).

#Girlboss 👩🏻‍💻🕶 A legenda honesta dessa foto seria “faço essa panqueca todo dia, mas hoje ela ficou bonita”.

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Amiga imaginária

A primeira imagem de cada episódio é um aviso de que a série é “vagamente baseada em fatos reais” – “bem vagamente”. Esta é a sensação para quem leu o livro. A “moral” da história é a mesma, mas todas as liberdades narrativas possíveis foram tomadas. A melhor amiga Annie não existe e elas não se conheceram na cadeia depois de um jogo de baseball. Como ela não existe, não foi Annie que defendeu Sophia contra os outros vendedores no eBay. Foi uma cliente, ela também vendedora, que tinha de fato comprado algo e ficado satisfeita. Ela também não conta sobre querer ir a todo custo para o Coachella. O drama da lavanderia que estragou o vestido de noiva não foi bem daquele jeito. Eles na verdade perderam um botão de uma jaqueta Chanel. Também não me lembro de ter lido sobre alguém que possa ter inspirado o personagem de Shane, o namorado da Sophia na série.

A impressão que fica é que o roteiro foi trabalhado ao máximo para deixar a história mais leve,  atual e “cool”, assim como a personalidade de Sophia. A personagem tem uma atitude “zero fucks given”, egoísta e oportunista. No livro, ela é mais madura, porém menos tolerante e ainda mais arrogante, mesmo ao detalhar seus (muitos) erros rebeldes do passado. Para alguns, isso pode ser totalmente justificado por ela estar lutando sozinha por um sonho, por um objetivo de vida.

Vale a pena assistir e/ou ler?

Eu gosto de personagens femininas fortes e acho ainda melhor quando elas têm características de anti-heroínas. Adoro o termo #girlboss e apoio qualquer história de sucesso feminino; acho inspirador.

Tendo dito isso, lembro que quando terminei o livro, fiquei um pouco desapontada porque esperava mais um “manual de como criar o próprio negócio” do que uma autobiografia com algumas dicas esparsas do mercado de trabalho. E quando terminei a série, fiquei um pouco desapontada porque esperava assistir à história da Sophia Amoruso e não uma versão resumida e mais romântica dela. Então acho que se você não esperar grande coisa de nenhum dos dois, vale a pena ver e ler para dar um boost no seu #girlpower.

Já terminou a maratona de Girlboss e/ou leu o livro? Me conte nos comentários o que achou!

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